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Data de lançamento
14 Abril 1961Mulher frustrada com seu casamento e dependência financeira, envolve-se com um amante e tenta encontrar alguma satisfação na vida. Apesar da liberdade e das novas possibilidades que surgem, não consegue superar seu permanente conflito interior e o desejo de simplesmente ficar sozinha.
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Foi o filme astruquiano que mais procrastinei. O título brasileiro denota uma breguice exacerbada e decepcionei-me (um pouco) com a abordagem contemporânea anterior do "romanequismo" do diretor. Mal sabia eu o que estava por vir: se Christian Marquand repete o tipo grosseiro que compusera em UMA VIDA - a percepção foi de minha mãe! - Annie Girardot dota a sua protagonista de uma angústia perene, tão neurótica quanto qualquer personagem selecionada por Pier Paolo Pasolini em seu famoso artigo sobre "o cinema de poesia". O roteiro é uma coleção de idas e vindas relacionais tendentes à decepção contínua - o que os adolescentes de hoje definem como "toxicidade" - mas é a direção que impressiona, sobretudo quando o repugnante marido vivido por Daniel Gélin metalingüisticamente interroga a sua esposa acerca da 'mise-en-scéne' de uma determinada situação. As seqüências longas impressionam pela inventividade na mobilidade de câmera (vide o incrível preenchimento de um estúdio musical por uma orquestra bachiana). O desfecho anti-CASABLANCA é absolutamente devastador, em seus inusitados ângulos da turbina de um avião - minha mãe temeu que um acidente ocorresse, o que, de fato, instala-se em nível emocional. Vi o filme emocionalmente atormentado, o que foi ótimo e desagradável ao mesmo tempo. Ótimo porque reiterou o fascínio em subjetiva indireta livre da narrativa contaminadora; desagradável pelo mesmo motivo (risos). Brilhante filmaço subestimado de um verdadeiro gênio francês! (WPC>)
O filme começa meio sem te prender, quando você chega na metade percebe que está completamente preso nele, te envolve bem aos poucos sem que você perceba. O desfecho não é nada do que eu esperava, não gostei, mas também não desgostei, porém acho que não poderia ser diferente. O amor é uma coisa complicada, talvez este filme consiga expressar o quão complicado ele seja. Talvez o amor não surja de quem nos faz bem, talvez o amor seja egoísta, não sei... só sei que é uma merda! O filme me lembrou, em algumas partes, ao filme Mais Uma Vez Adeus. Um filme complexo, com uma bela construção de personagens e uma competente direção. Só sei que se eu fosse mulher, este Christian Marquand, que faz o papel do Bruno, me deixaria completamente apaixonada.
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