Uma história enigmática e hipnótica que utiliza a repetição para descrever a peregrinação de um brutal matador de mulheres. Jean viaja pela França, levando como bagagem apenas suas marionetes e uma fantasia de lobo. Ele violenta as mulheres que encontra e depois abandona o corpo sem vida num quarto de hotel, num bosque ou às margens de um rio. É desajeitado, mal sabe falar e vive à margem da sociedade.
Um dia, conhece Claire, uma jovem com o carro quebrado à beira da estrada. Os dois acabam por se apaixonar, encontrando um no outro ecos de seus problemas. Uma fábula de horror que evita o terreno da psicologia para melhor captar as sensações visuais, sonoras e físicas de seu personagem. Sob essa ótica, o filme explora o uso da câmera no ombro, iluminação escassa, imagens texturizadas e narrativa desconexa, criando um jogo de luzes que preserva o mistério irredutível dos protagonistas e do amor que os une.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
O primeiro longa-metragem de Grandrieux segue um solitário itinerante que também é um brutal assassino em série. O título se refere à escuridão da qual os eventos do filme emergem e à qual eles retornam em uma série de imagens onde muitas vezes a ação principal parece ocorrer fora da tela, ou talvez entre as filmagens. A narrativa realmente começa quando o assassino encontra um par de irmãs que são quase alegoricamente combinadas - escuras e loiras, sexuais e virgens - um encontro que se equilibra no fio da faca entre o suspense do filme de terror e uma crença quase de conto de fadas na transformação mágica. Em ambos os casos, as personagens de Sombre não podem ser julgadas por padrões de verossimilhança, mas estão à mercê de seus impulsos, ambos atraídos e repelidos pela sexualidade da violência e pela violência da sexualidade. A temática é perturbadora e interessante, mas o produto final, o filme, é péssimo...
Do cinema de horror francês extremo esse com certeza é um dos piores junto com "desejo e obsessão".
um filme difícil. tão escuro e sombrio quanto o titulo sugere. impossível poder classifica-lo em algum sistema de nota. não é uma experiência agradável, apenas uma experiência.
a câmera se move tanto ao longo do filme, sempre muito próxima que eu terminei o filme com uma puta dor de cabeça. mas não só experimentalismo, aqui esta a semente de boa parte do movimento que, poucos anos depois, ficou conhecido como o new french extremity.
Começou excelente 3 assassinatos em sequência, mas do meio para o fim foi uma baboseira amorosa, o que salvou foi o estilo experimental de filmagem...
Um filme bastante perturbador e difícil de pensar algo sobre enquanto a história vai se desenrolando.
O diretor Philippe Grandrieux utiliza de uma fotografia escura e sombreada que nos confunde e nos aterroriza, além de uma câmera bem próxima de seus personagens, o que nos dá uma sensação de sufocamento, principalmente quando dentro de um quarto ou um carro.
Uma experiência bastante sensorial, parecendo até mesmo um pesadelo fragmentado onde realidade e imaginação se confundem e atormentam o protagonista.
Difícil de ser digerido, não é muito minha vibe, visto por estar na lista dos 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer.