Um homem de coração partido volta ao lar que dividiu com seu ex-namorado, em que memórias viscerais forçam-no a confrontar as rachaduras que causaram seu rompimento.
Esse curta não tem nem 30 minutos de duração e ressoa na mente por muito tempo. Há muitas questões envolvidas para além de um simples término de uma relação homoafetiva. É também sobre o território, o lugar que ganhou formas, lembranças, cheiro. O apartamento é o grande protagonista que conta a história, não como testemunha, mas como cúmplice, parte desses corpos. É dor, é mágoa, é não saber lidar quando se abre a relação e deixar entrar outra pessoa que interfere na dinâmica do lugar, que muda as formas, o cheiro. É sexy, mas, principalmente, é reflexivo: o que nós, homens gays, realmente queremos?
Something Still (2026) foi uma daquelas surpresas que me pegaram completamente desprevenido. Dei o play sem esperar muita coisa e terminei o curta refletindo sobre escolhas, responsabilidade e as consequências daquilo que a gente decide viver.
A história acompanha um casal que está se separando. Tudo começa quando um dos dois resolve ultrapassar os limites que existiam na relação. Eles tinham um acordo: caso fossem se envolver com outras pessoas, isso aconteceria apenas juntos. Mas quem primeiro quebra essa promessa é justamente aquele que, no início do curta, aparece mais magoado e inconformado com o fim do relacionamento. Enquanto o marido está no banho, ele decide ficar com outro homem sem que o parceiro participe. Mais tarde, o marido faz exatamente a mesma coisa, e é aí que os sentimentos de ciúmes, culpa e arrependimento começam a tomar conta.
O que mais me chamou a atenção é que Something Still não transforma ninguém em vilão. Ele mostra como, muitas vezes, somos obrigados a lidar com as consequências das nossas próprias decisões. É fácil desejar liberdade quando acreditamos que ela só vai beneficiar a nós, mas a partir do momento em que você abre essa porta, precisa estar preparado para aceitar que o outro também pode atravessá-la.
E isso nem chega a ser uma discussão sobre relacionamento aberto. Na verdade, o curta fala sobre acordos, confiança e honestidade. Não importa o modelo de relacionamento: o que realmente pesa é quando uma promessa é quebrada e a reciprocidade acaba machucando mais do que a própria traição.
Em poucos minutos, o filme entrega um retrato muito humano sobre egoísmo, ciúmes e responsabilidade afetiva. É aquele tipo de história que termina, mas continua na cabeça por muito tempo, fazendo a gente pensar se realmente está preparado para lidar com as consequências das próprias escolhas.
Esse curta não tem nem 30 minutos de duração e ressoa na mente por muito tempo. Há muitas questões envolvidas para além de um simples término de uma relação homoafetiva. É também sobre o território, o lugar que ganhou formas, lembranças, cheiro. O apartamento é o grande protagonista que conta a história, não como testemunha, mas como cúmplice, parte desses corpos. É dor, é mágoa, é não saber lidar quando se abre a relação e deixar entrar outra pessoa que interfere na dinâmica do lugar, que muda as formas, o cheiro. É sexy, mas, principalmente, é reflexivo: o que nós, homens gays, realmente queremos?
Something Still (2026) foi uma daquelas surpresas que me pegaram completamente desprevenido. Dei o play sem esperar muita coisa e terminei o curta refletindo sobre escolhas, responsabilidade e as consequências daquilo que a gente decide viver.
A história acompanha um casal que está se separando. Tudo começa quando um dos dois resolve ultrapassar os limites que existiam na relação. Eles tinham um acordo: caso fossem se envolver com outras pessoas, isso aconteceria apenas juntos. Mas quem primeiro quebra essa promessa é justamente aquele que, no início do curta, aparece mais magoado e inconformado com o fim do relacionamento. Enquanto o marido está no banho, ele decide ficar com outro homem sem que o parceiro participe. Mais tarde, o marido faz exatamente a mesma coisa, e é aí que os sentimentos de ciúmes, culpa e arrependimento começam a tomar conta.
O que mais me chamou a atenção é que Something Still não transforma ninguém em vilão. Ele mostra como, muitas vezes, somos obrigados a lidar com as consequências das nossas próprias decisões. É fácil desejar liberdade quando acreditamos que ela só vai beneficiar a nós, mas a partir do momento em que você abre essa porta, precisa estar preparado para aceitar que o outro também pode atravessá-la.
E isso nem chega a ser uma discussão sobre relacionamento aberto. Na verdade, o curta fala sobre acordos, confiança e honestidade. Não importa o modelo de relacionamento: o que realmente pesa é quando uma promessa é quebrada e a reciprocidade acaba machucando mais do que a própria traição.
Em poucos minutos, o filme entrega um retrato muito humano sobre egoísmo, ciúmes e responsabilidade afetiva. É aquele tipo de história que termina, mas continua na cabeça por muito tempo, fazendo a gente pensar se realmente está preparado para lidar com as consequências das próprias escolhas.