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Duração
Em algum lugar no Palilula somos levados a década de 60 na Romênia e apresentados à história de Serafim, um recém graduado da faculdade de medicina, trazido por capricho de um destino sombrio para a cidade de Palilula. Nada é o que parece ser. Palilula é uma cidade fantasma, perdida no meio da planície Vallahian. Uma área de quarentena, um sanatório, um hospital improvável, uma clínica ginecológica em um assentamento onde nenhuma criança nasce, uma comunidade de italianos que esqueceu sua língua, mas não a nostalgia de sua música tradicional. Nesse lugar o jovem médico Serafim não vai conseguir exercer sua profissão como pediatra, nesta cidade sem filhos, terá que se afogar no mel doce e envenenado do lugar, como uma mosca presa por um sapo.
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Chapei vendo esse filme
Muito, mas muito chato. Parei de ver antes da metade. Uma pena, pois a fotografia e a produçao sao boas. Mas a chatice é extrema.
Por algum motivo me lembrei de Cem Anos de Solidão, mas enfim
Fazia um bom tempo que eu não via um filme que me impressionava. E quando digo impressionado não quero dizer "cara que filme bem feito" mas "cara esse filme é muito foda, vai pros meus favoritos com certeza".
Não é um filme para todos, mas para pessoas que curtem levar a imaginação no limite, pois o filme nada tem de comum. A história, os personagens, os diálogos, a fotografia, tudo parece ser um sonho maluco (ou uma viagem de LSD se você prefere). Tudo é tão surreal que ou você embarca de cabeça na história (e mal vê as mais de duas horas passarem) ou simplesmente é melhor você desistir.
Para quem é fã de filmes loucos e só
Um longa criativo, repleto de personagens interessantes, um clima totalmente absurdo, mas que cativa e diverte, além da fotografia ser lindíssima e a trilha sonora um grande componente. Interessante, surreal, misterioso e bizarro, Palilula é um lugar do qual a imaginação corre solta.
Em minhas incursões cinéfilas por filmes de países estranhos, me deparei com uma das melhores obras de arte que meus olhinhos já prestigiaram numa tela. Na Romênia, em 2012, um filme que retrata uma cidadezinha do interior em plena década de 60, ainda sob o domínio da URSS. Meio surrealista, cada personagem da trama possui sua especificidade no contexto geral da cidade de Palilula, um lugar onde “comer é capricho, beber é regra”. Nela chega Serafim, um pediatra mandado pra lá por puro capricho, uma vez que há anos não nascia uma criança. “Quando uma criança nasce, um adulto morre” é a lei de Palilula. Sem função, Serafim precisa se adaptar às excentricidades de uma sociedade que encontra no álcool o escapismo de suas vidas hostis, vazias e melancólicas (adjetivos expressos perfeitamente pela fotografia). E a trilha sonora ainda é uma graça.