Dirigido por
Data de lançamento
3 Out. 1980Duração
Universidade de Millfield, maio de 1972. Richard Collier (Christopher Reeve) é um jovem teatrólogo que conhece na noite de estreia da sua primeira peça uma senhora idosa, que lhe dá um antigo relógio de bolso e diz: "volte para mim". Ela se retira sem mais dizer, deixando-o intrigado. Chicago, 1980. Richard não consegue terminar sua nova peça, decide viajar sem destino certo e se hospeda no Grand Hotel. Lá visita o Salão Histórico, repleto de antiguidades, e fica encantado com a fotografia de uma bela mulher, Elise McKenna (Jane Seymour), que descobre ser a mesma que lhe deu o relógio.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
🎬 Em Algum Lugar do Passado (1980)
Este foi um daqueles filmes que me surpreenderam positivamente. ✨⏳❤️
Gosto muito de histórias que envolvem viagens no tempo ou a ideia de voltar ao passado, e aqui encontramos uma abordagem diferente, delicada e extremamente romântica. O filme é construído sobre um sentimento tão simples quanto poderoso: o desejo de estar ao lado da pessoa amada, mesmo que o tempo pareça tornar isso impossível. 💕⌛
Christopher Reeve e Jane Seymour formam um casal extremamente carismático e convincente. ❤️👏 A química entre os dois funciona muito bem e faz com que o espectador embarque junto nessa história carregada de emoção, saudade e esperança.
Outro ponto que merece destaque é a trilha sonora. 🎻🎶 A música tema é simplesmente maravilhosa e contribui enormemente para a atmosfera do filme. Em vários momentos, ela consegue transmitir emoções que nem mesmo os diálogos precisariam explicar, tornando a experiência ainda mais profunda e emocionante.
Apesar de ser uma narrativa simples, o filme possui um encanto especial. É uma história que fala sobre amor, destino e sobre como certos sentimentos parecem ultrapassar qualquer barreira, até mesmo o próprio tempo. 🌹✨
E o final... que final! 😢❤️ Um desfecho emocionante que deixa a sensação de que o amor verdadeiro vai muito além desta vida e das limitações do mundo material. É daqueles filmes que acabam e permanecem na memória por muito tempo.
No geral, uma bela surpresa, especialmente para quem aprecia romances clássicos com um toque de fantasia e viagem no tempo. 🌟⏳❤️
📅 Assistido em: setembro de 2026
🌟 Dou nota 7,5 de 10
Assisti pela sexta vez hoje e continua simplesmente perfeito. Muito amor, tristeza em um mesmo filme. Além da parte da ficção. Se viajar no tempo fosse possível, esse talvez seria o modo mais rápido e plausível de se conseguir. Reeve no documentário fala que queria um personagem diferente, não só de filme de ação. E ele acertou em cheio, maestria.
Simplesmente o site não é mais seguro, lembro de já marcar esse filme como assistido umas 3 vezes.
Um romance extremamente delicado, com uma certa pureza e até inocência na representação de um amor que transcende os dois apaixonados, o espaço e o próprio tempo.
E o tempo aqui é de extrema importância para a história, pois teorias conceituais à parte, vale aquela máxima "Como podemos ter tempo quando é ele que nos tem?", e fica o questionamento de o que é o tempo em sua essência? No filme, é algo transponível, e apesar de implacável, torna-se um mero detalhe para duas pessoas que se amam e desejam com todas as forças viver esse amor.
O destino também é algo impactante no romance, pois contra todas as possibilidades tudo converge para que eles possam se encontrar, e depois (ou antes) se encontrar novamente, e no fim de tudo, ainda sim, acontece um novo encontro.
São duas pessoas que foram feitas para ter esse encontro, talvez não da forma perfeita, mas se o destino é esse, ainda que a história seja interrompida em algum momento, tudo irá convergir para que aconteça de novo e outra vez.
E diante de duas forças tão avassaladoras como o tempo e o destino, o que se sobressai é uma força ainda maior: o amor! É como se ela fosse feita sob medida para ele e vice-versa, e carregam dentro de si uma bússola cujo norte para um é sempre o outro, e independente dos caminhos que seguiram no passado ou que seguem no presente, esses caminhos sempre irão fazê-los se cruzar.
A delicadeza do filme é acompanhada pela sutileza na atuação de Christopher Reeve e Jane Seymour, que juntos formam um belo casal, e ainda podemos contar com uma sublime fotografia e trilha sonora, que ajustam o tom do filme para algo melancólico e agradável de assistir.
O final do filme é dolorosamente triste, imagina amar alguém a ponto de não conseguir viver sem essa pessoa, sem esse amor? É quase impossível de idealizar um amor assim.
Em um dado momento ela diz: "Eu quero ser tudo pra você", e ele responde: "Você é, você é".
Um diálogo simples, mas de uma profundidade e uma beleza única.
E ela realmente foi tudo pra ele, apesar do pouco tempo que tiveram, tudo na história deles se tornou eternizado.
Assistido novamente em 19 de agosto de 2026.
Nota: 10/10
As viagens no tempo do cinema sempre renderam filmes curiosos e até duvidosos demais,aqui não é diferente. Existe muita coisa que pode ser colocado em jogo,mas isso é assunto pra outro dia.
Ao começar,a fotografia fica a cargo do monstro sagrado Isidore Mankovsky,setembrista,sabia como emocionar com seus lugares melancólicos e que pudesse de certa forma nos fazer refletir. Acompanhada de perto pela trilha sonora melancólica de John Barry fica difícil prosseguir até o fim sem aquele nó na garganta.
A proposta do filme é muito simples e após todo o contexto ser apresentado,o filme dar um salto de oito anos onde a trama começa pra valer. O protagonista parece sempre conhecer alguém e isso já mostra como será a viagem no tempo. O exercício de pedidos ao universo funciona aqui e de certa forma nos deixa pensativos demais sobre tal situação. Quantas e quantas pessoas não fizeram tal exercício para conseguir tal coisa e de fato aconteceu... se é o universo ou apenas o destino,aí também é papo pra outro dia.
A volta no tempo rende um filme visualmente belíssimo. Toda a ambientação,figurino,costumes são bem colocados em prática e o teatro como o principal meio de entretenimento é brilhantemente bem conduzido e tem um espaço merecido no filme. A partir desses momentos,temos um filme começando a ficar mais leve,deixando um pouco o drama romântico mais acessível sem perder o foco. Alguns pequenos momentos de comédia,principalmente envolvendo o casal deixa tudo mais tranquilo e de certa forma,cria uma boa interação com o espectador. Mas nem tudo é flores na trama amorosa. Sempre vai existir o sujeito imprestável que em um momento ou outro vai tentar estragar toda a situação de amor do casal. Aqui,vivido por Christopher Plummer,difícil não odiar o sujeito de sorte por ter Elise (Jane Seymour) por perto boa parte do tempo,mas não sabe como tratá-la. E a partir disso tudo,fica com receio,desconfiança e até ciúmes quando Richard (Reeve) se aproxima demais e faz Elise enxergar a vida com outros olhos e viver tudo com leveza nunca experimentada antes. A desconfiança dela é dia a dia quebrada por situações que ele faz e demonstra em seus encontros. O medo começa a dar lugar a certeza e disso tudo o amor começa a surgir pouco a pouco,fazendo dos dois um só,como diria a canção da Madonna,"Crazy for You":Two by two, their bodies become one.
Chegando na reta final,o filme mostra como é tão sofrido ficar tão perto,mas ao mesmo tempo,tão longe. Algo que parece ser seu,mas no fundo não é. Apenas a conexão de almas consegue aproximá-los e viver todo aquele amor verdadeiro e que precisa ser vivido ainda em vida.
O final visto dói,mas somente assim poderia ser finalizado. Lembrei de outra canção,"Além da Cama" de Alcione,onde se inicia com a clássica frase "De Amor eu Não Morro",aí eu te pergunto,quem ama de verdade não pode um dia morrer de amor ?
Filme apenas único para aqueles totalmente sentimentais demais.
>Revisto em 18 de Agosto de 2026