Últimas opiniões enviadas
Com 129 minutos de duração que passam como um sopro, Homem com H é um retrato envolvente e poético de Ney Matogrosso, uma das figuras mais ousadas e fascinantes da música e da cultura brasileira. Dirigido com sensibilidade!
Ainda que se estenda por mais de duas horas, a sensação que fica é a de que vimos apenas a superfície de Ney. Não porque o filme falhe em sua proposta, mas porque Ney Matogrosso é maior do que qualquer filme poderia conter. Ele é múltiplo, complexo, indomável. O filme oferece momentos potentes e emocionantes, mas ao final, o sentimento é de que falta algo – talvez não por ausência de conteúdo, mas pela vontade de quem assiste de continuar explorando o universo desse ser tão único.
O longa acerta ao não tentar definir Ney. Em vez disso, o deixa falar, cantar, performar. A câmera o acompanha com respeito e fascínio, reconhecendo que é impossível encaixá-lo em rótulos. O título “Homem com H” é apropriado e provocador: Ney sempre tensionou as fronteiras entre o masculino e o feminino, entre o palco e o íntimo, entre o artista e o homem. Homem com H é um convite. Não para entender Ney Matogrosso, mas para senti-lo. E isso, o filme faz com louvor.
Últimos recados
O novo app do Filmow é oficial!
Olá, cinéfilo!
Depois de 2 meses em beta, o novo app do Filmow agora é oficial e 100% funcional.
Baixe aqui:
Android: https://filmow.s.gy/vIEnVo
iPhone: https://filmow.s.gy/esyxMU
Queremos ouvir você: gostou? O que falta? Como melhoramos?
Chama no WhatsApp +55 11 97103-8686 ou avalia direto na loja.
Bons filmes!
Equipe Filmow
Crystal Lake foi uma grata surpresa! Acho exagerado dizer que a franquia Sexta-Feira 13 estava falida. Desgastada, talvez, mas longe de não ter mais nada a oferecer. A série me fez sentir de volta ao universo clássico, resgatando elementos que fazem parte da identidade da franquia, como a abertura, a trilha sonora, a atmosfera e, claro, as mortes. Achei esse resgate simplesmente perfeito! Confesso que, no início, estranhei um pouco as explicações e as novas camadas acrescentadas à história. Sempre existiram questionamentos sobre os personagens e acontecimentos que os filmes não exploravam tanto, e fiquei receosa de que explicar demais acabasse tirando parte do mistério. Mas, conforme a história avançou, comecei a achar interessante a maneira como a série construiu um passado, deu novos sentidos a certos acontecimentos e desenvolveu algo novo que, para mim, encaixou muito bem nesse universo. Linda Cardellini também merece destaque: uma excelente escolha para o papel! E as mortes? Um prato cheio para quem gosta de um bom slasher. No fim, acho que Crystal Lake não precisou reinventar Sexta-Feira 13, mas entender o que faz essa franquia ser tão marcante e expandir sua história sem abandonar sua essência. Foi uma experiência que me deixou muito satisfeita e com vontade de revisitar os filmes clássicos.