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Duração
Literalmente, o título do filme pode ser traduzido como "estória curta", sendo que as letras das palavras SHORT e STORY estão superpostas, tais quais as bandas visual e sonora deste curta-metragem de vanguarda, em que uma situação de 4 minutos de duração é dividida em duas metades superpostas, repetida 10 vezes seguidas, em idioma árabe, num extravasamento de vanguarda tão radical quando convidativo à reflexão interrogativa.
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Incrível! Finalmente um filme cujas cenas eu posso ficar vendo de novo e de novo sem me encherem o saco. E essa música é hipnotizante...
A superposição, até mesmo no título, inquieta. É por demais criativo, e, apesar das repetições, não se faz cansativo, se faz curioso. Fiquei tentando encontrar elos de ligação, entender as cenas em separado e como um todo e cada pequena observação foi animadora.
Fiquei interiormente eufórico ao achar o ponto em que ambas se encontram e se misturam.
O cenário também é muito bonito. Tudo muito bem feito.
Michael Snow está mesmo de parabéns.
É fascinante.
Quero ver mais "dez vezes".
Estou me tornando cada vez mais devoto do diretor, mas admito que este filme me deu trabalho... Se prestaremos atenção, a excessiva repetição da mesma situação abre espaço para que enxerguemo-nas sob novas perspectivas, mas, ainda assim, 10 vezes vendo e ouvindo as mesmas coisas, as interrogações permanecem em nossa cabeça: por que fazer isso? Por quê?
Ainda que, estilisticamente, o filme duplique efeitos já testados por Alain Resnais e Peter Greenaway, a genialidade singular de Michael Snow faz com que nos interessemos pelo filme como sendo algo inusitado e inovador, por mais repetitivo que ele se mostre: genial!
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