A transformação de uma forte mulher em seu belo mundo durante uma viagem de vela. Quando se torna a única pessoa a vir em auxílio de um grupo de refugiados naufragados no alto mar, ela vê os limites de sua importância e da empatia de seu ambiente cultural. Ela é deixada escorregar impotente de um pesadelo para o outro, e no final é forçada a reconhecer que não há maneira de combater as crueldades da vida real. Só o acaso pode salvá-la.
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PQP um filmão desses.... varias sensações aqui.... é foda!
Esse é um filme sobre xenofobia e falta de humanidade, que começa se mostrando como uma jornada de uma mulher solitária no mar, encarando as dificuldades que essa atividade proporciona, causando ansiedade com a calmaria e previsibilidade, e até um pouco de tédio, em que o máximo que se espera é enfrentar uma tempestade clichê. Depois de um tempo as coisas começam a tomar um rumo muito mais complexo, adicionando fatores complicantes inesperados.
A atuação de Susanne Wolff é diferenciada, estando quase que 100% do filme sem contracenar com outra pessoa, sem falar nada e segura isso muito bem.
É uma história original, que traz uma experiência bem sensorial, fazendo um paralelo da beleza da natureza intocada com a podridão do mundo construído pelo homem e faz refletir sobre a realidade de cada nação, denunciando um pouco da falta de humanidade que assola o mundo, onde relações comerciais e a origem das pessoas são mais importantes que a própria vida humana.
é um filme bastante sensorial, de poucos diálogos, muito gostoso de ouvir o barulho do mar e da vela, fotografia foda e um cenário bem minimalista, afinal o mar preenche os nossos olhos o tempo inteiro.
O filme é uma critica muito forte sobre o que os seres humanos devem um ao outro. Fiquei muito apreensiva sobre as decisões de Rieke, me fez questionar o quanto a gente assiste passivamente os acontecimentos terríveis do mundo, o quanto uma neblina nos cega para a coisa mais preciosa que temos além da natureza, a humanidade.
um dos poucos diálogos que resume bem a nossa dívida com povos explorados >
"eu não posso ajudar"
"mas é a sua obrigação"
Foda!
A meu ver, o tema é muito urgente e interessante de ser abordado,
mas o roteiro ficou subjetivo demais. Assim, muitas lacunas ficam
a cabo do espectador.
Segundo minha interpretação, a obra narra a uma médica que tem uma vida tranquila e financeiramente confortável num país que, históricamente falando, se beneficiou do espólio das terras e riquezas de várias etnias africanas como: Camarões, Namíbia, Tanzânia e Togo. Ou seja, indiretamente ela se beneficia desse passado nefasto e vive sua vida, pelo menos pelo que parece, sem se incomodar muito com os problemas do mundo, como a onda de refugiados oriundos de nações africanas. Muitas ex colônias européias que ainda lutam para se desenvolver.
Com isso, planeja uma viagem à uma ilha paradisíaca sem contar com as interpéries do devir. Pois assim, os ecos de uma passado histórico aparecem para assombra-la e demonstrar que a vida que leva e que se beneficia tem um preço. E esse preço apareceu para alerta-la da dívida histórica que a nação onde nasceu detém com a África e as etnias que explorou.
Em suma, como sermos felizes num mundo onde há fome, miséria e pessoas morrendo diariamente para que poucos mantenham seus privilégios?
Fica a reflexão.
Um filme brilhante e altamente inteligente, um suspense de primeira e uma crítica pungente sobre o mundo atual. Você passa dias se questionando sobre a história!!