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Meu amigo robô é um abraço né?! Que coisa mais sutil e agradável.
Esse é um filme sobre a solidão que se impõe em nossa vida uma hora ou outra, sobre o papel da amizade nesse cenário, sobre as mudanças e importância que essa relação proporciona com o passar dos anos e da vida e o respeito e carinho que se constrói por essas jornadas que engrandecem e ajudam a experiência de existir ser mais leve.
Na trama, baseada em um quadrinho homônimo, um cachorro e seu robô adquirido transitam pelo flutuar da solidão e do companheirismo, vivendo aventuras, sentimentos e experiências que vão reconstruindo e fortalecendo eles mesmos e como se portam no mundo perante as adversidades, as mudanças e o futuro.
Tudo é equilibrado e otimista, os tons da animação, a trilha sonora, os olharem que falam...
Impressionante o tanto de camadas e de sentimentos que são construídas sem nenhuma palavra, de uma forma profunda sem pesar.
Não tem jeito: o universo de John Wick e muito bom!
Mais um bom filme - com uma fotografia impecável, cenas de ação bem boas, pancadaria de impacto, com um ritmo que funciona na maior parte do tempo e uma atuação sólida da Ana de Armas.
Apesar de uma motivação óbvia, a construção da personagem é firme, e foi muito acertada a escolha de retrata-la com boas habilidades mas sem deixar de lado suas limitações... a pobi apanha pra caramba, mas também sabe bater muito bem, sem dó.
Um ótimo acréscimo para expandir ainda mais o universo da franquia.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Oi, Suellen, obrigado pela curtida da minha lista de História Geral, e espero que você tenha gostado, mas tem também as outras listas complementares de História do Brasil e do Oriente Médio, espero que você goste também de ambas. Abraços.
Obrigada. Idem.
Um filme sobre a dor de uma vida inteira, fragmentada, tentando se reconstruir, transformando os traumas por meio da contraditória fuga da realidade, ao mesmo tempo que a vivencia e processa, por meio da escrita avassaladora e crua do mosaico do próprio sofrimento.
Numa história dividida em três partes, vivenciam-se a infância, o início da vida adulta e o amadurecimento de Ligia, uma jovem que sofre abusos na infância/adolescência e vai tendo sua vida transformada pelas consequências desses fatos.
Kristen Stewart tem uma direção muito eficiente em trazer o desconforto e evidenciar a falta de afeto e as distorções de sentimentos ao longo da vida da protagonista. É preciso ter estômago para conseguir passar dos primeiros 40 minutos, e nem é uma questão gráfica explícita, mas justamente pela sutileza em que os detalhes grotescos são colocados... mas após esse tempo fica um pouco mais palatável, a história tem seu ritmo próprio.
A fotografia e a montagem também são muito boas, fortalecendo essa sensação claustrofóbica de uma vida fragmentada, iluminada aos olhos externos ou sob a embriaguez que permeia os "momentos felizes", mas sombria internamente, por quase todo o tempo.
E claro, não dá para deixar de pontuar o quanto Imogen Poots brilha dando vida a uma personagem tão complexa, triste e humana, que segura a história inteira com tanta presença e desolação.
Denso, incômodo, difícil de digerir, uma colcha de retalhos de desolação conduzida por um fino fio de esperança, provocada pela escrita que corrói e liberta.
"O segredo é inventar as coisas"