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Data de lançamento
14 Out. 2016Duração
Christian Wolff (Ben Affleck) é um portador da Síndrome de Savant com mais afinidade por números do que por pessoas. Tendo um escritório de contabilidade em uma cidadezinha como fachada, ele trabalha como contador autônomo para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo.
Com o Departamento Criminal do Ministério da Fazenda, coordenado por Ray King (J.K. Simmons), começando a fechar o cerco, Christian aceita um cliente legítimo: uma empresa de robótica de última geração onde uma assistente de contabilidade (Anna Kendrick) descobre uma discrepância envolvendo milhões de dólares. Porém, conforme Christian desvenda os registros e se aproxima da verdade, a contagem de corpos começa a subir.
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Um bom filme de ação, longe de ser a obra prima que dizem ser, mas também longe de ser algo ruim como muitos dizem ser, apenas um bom filme de ação.
Acho que alguns poucos ajustes teriam salvado esse filme da mediocridade.
Ele teria sido muito melhor se fosse a história de origem d'O Contador, finalmente usando o treinamento de Batman do pai dele ao ser colocado em risco por um de seus clientes, ou se o irmão dele secretamente estivesse fazendo uso de seu conhecimento para pegar negócios de mercenário
THE ACCOUNTANT
Direção: Gavin O’Connor
Ano: 2016
Assistido em: 21/02/2026
Esse é daqueles filmes de que você ouve falar quando é lançado, mas acaba deixando passar. Eu me lembro bem de quando The Accountant chegou aos cinemas e, na época, não tive interesse algum em assistir. Primeiro porque achei a história extremamente genérica; segundo porque não gosto do Ben Affleck, que considero um péssimo ator. Ou seja, eu não tinha razão nenhuma para dar uma chance. Entretanto, durante uma conversa sobre filmes com colegas de trabalho, quase fui crucificado ao dizer que nunca tinha visto o filme. Fizeram uma campanha tão pesada de que era um filmaço que acabei me sentindo coagido a assistir. E, meu Deus, que troço chato.
Christian Wolff é um contador extremamente habilidoso, com uma mente matemática brilhante e dificuldades severas de interação social. Por trás de sua fachada discreta, ele trabalha lavando dinheiro para algumas das organizações criminosas mais perigosas do mundo. Quando aceita auditar uma empresa de tecnologia aparentemente comum, descobre irregularidades financeiras que colocam sua vida em risco. À medida que a investigação avança, seu passado violento e meticulosamente oculto vem à tona, revelando um homem treinado para matar, cuja lógica fria colide com tentativas tardias de conexão humana.
Essa ideia do neurodivergente genial, especialmente na matemática, já foi explorada inúmeras vezes na cultura pop. Rain Man (1988) ganhou até Oscar por isso. A proposta aqui era transportar esse arquétipo para o cinema de ação, mas o resultado é quase cômico: um filme de ação que praticamente não tem ação. A narrativa demora uma eternidade para engrenar. É lenta, pretensiosa, chata e arrastada. Passamos boa parte do tempo acompanhando personagens antipáticos indo de um lado para o outro, envolvidos em diálogos intermináveis sobre finanças. Sinceramente, quem é que acha isso empolgante?
Como já disse, considero Ben Affleck um ator fraco, e este filme só reforçou essa impressão. Ele não demonstra absolutamente nenhuma expressão facial, nenhuma inflexão na voz. Não é porque o personagem é portador da síndrome de Asperger que ele não pode demonstrar sentimentos. O resultado é um protagonista duro, seco e difícil de acompanhar. Isso não é escolha artística bem-sucedida, é falha de atuação e de direção, que deixou isso passar como se fosse um mérito. Fiquei me perguntando o que atores do calibre de John Lithgow, J.K. Simmons, Jon Bernthal e Jean Smart estavam fazendo nessa joça. Todos são bons demais para uma história tão medíocre.
Eu até estaria disposto a assistir à continuação se tivesse gostado minimamente deste primeiro filme, mas, como achei tudo de muito mau gosto, paro por aqui mesmo. É uma pena, porque Gavin O’Connor dirigiu um filmaço no início dos anos 2010 que nunca recebeu o reconhecimento merecido, Warrior (2011). Achei que encontraria algo minimamente próximo daquele nível, ainda mais diante de tantos elogios a The Accountant. Em vez disso, encontrei apenas uma história sem fôlego, incapaz de se sustentar além da primeira meia hora.