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Data de lançamento
9 Set. 2025Duração
Depois de uma discussão aparentemente trivial, Marta e Antonio acabam se separando. Marta reage ao término se retraindo, sendo incapaz de ignorar sua súbita falta de apetite. Já Antonio, chef em ascensão, mergulha no trabalho para tentar lidar com a separação. No entanto, Marta descobre que sua perda de apetite é um sinal de um problema de saúde mais sério, o que a leva a reavaliar sua vida, buscar o autoconhecimento e encontrar o sentido da vida, mesmo diante da possibilidade de se despedir do mundo.
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Um filme bonito, mas achei a protagonista meio insossa, não consegui me conectar muito. Mas valeu a a pena assistir, é bem natural e realista.
Pe dra da
Lindo, lindo, lindo.
Isabel Coixet fez o cinema inteirinho chorar na minha volta.
Renomada diretora, roteirista e produtora de cinema espanhola, que faz filmes também na França, EUA e Itália, Isabel Coixet já realizou mais de 40 longas, dentre eles "Minha vida sem mim" e "A vida secreta das palavras". Este seu último trabalho, “Três vezes adeus”, estreou no Brasil no 8½ Festa do Cinema Italiano, em julho, e hoje entra no circuito brasileiro de cinema, distribuído pela Autoral Filmes. Longa autoral da diretora, como boa parte de suas obras, a coprodução Itália/Espanha tem roteiro assinado por ela junto a Enrico Audenino, adaptado do livro semi-autobiográfico “O sentido da náusea”, da escritora e ativista italiana Michela Murgia (1972-2023). É a vida de um casal que está a ponto de se separar, Marta (Alba Rohrwacher, de “As maravilhas”, irmã da diretora Alice Rohrwacher) e Antônio (Elio Germano, de “A vida solitária de Antonio Ligabue”). De um tempo para cá as discussões entre eles foram banais, relativamente pequenas, mas colaboraram para o cansaço da relação e o consequente término. Após a separação, Marta, uma professora de educação física, isola-se do mundo, sente-se para baixo, com falta de apetite, enquanto ele, um chefe de cozinha, segue com tudo no trabalho. Antônio começa a sentir falta de Marta. Ela então tem fortes dores de estômago, parece que sua saúde não anda bem – e logo descobre uma gravíssima doença. Coixet, como em “Minha vida sem mim” (2003), retorna ao tema da morte e do isolamento feminino, explorando aqui dois assuntos pessoais para ela: gastronomia e música. Tudo é trabalhado como oposições/antíteses na figura do casal: ela perde a fome, enquanto o marido ganha dinheiro com comida; ela se isola, enquanto ele vive intensamente – o que demonstra a dor maior da mulher na separação. Melancólico, faz uma meditação sobre o fim do casamento e da brevidade da vida, sem cair em melodramas. Coixet é uma diretora talentosa, veterana, que faz filmes variados, e mais uma vez coloca no currículo um bom trabalho de atores. O filme teve exibições nos festivais de Toronto e do Rio. POR FELIPE BRIDA - Texto no blog Cinema-naweb blogspotcom
Quando eu descobri, nos créditos finais, que este filme provém de uma adaptação literária, fiquei impressionado: juro que eu pensava se tratar de uma atualização de MINHA VIDA SEM MIM, o que só demonstra o quão autoral é esta diretora na escolha e tratamento dos temas que lhe interessam. As interpretações são maravilhosas (quão cativante é Alba Rohrwacher!) e é incrível como o roteiro permite que mais de um personagem compartilhem os seus pontos de vista sobre a vida, não apenas a protagonista. Amei o uso das imagens ilustrativas das ruas de Roma ("a minha Roma", como diz Marta), a trilha musical de Alfonso de Vilallonga, a desenvoltura da trama circunstancial, a leveza da abordagem, o desfecho reconciliador... Até mesmo a intérprete da médica gastroenterologista brilha, de modo que anotei várias de suas falas. Lindíssimo filme, fiquei emocionado do início ao fim. O título original é ainda mais certeiro, ao enfatizar a relevância das tigelinhas que o então casal ganha de brinde, no início, numa visita corriqueira a um supermercado. Trabalho de mestra! (WPC>)