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Acho que se o Kieslowski tivesse dirigido esse roteiro seria bem mais evidente ao público que antes de mais nada é um filme sobre LIBERDADE e que as questões sociais, burocráticas e provincianas podem ser até secundárias
O filme começa com o camelo sendo liberto no campo (como se fosse um cavalo, inclusive são feitas diversas comparações sobre isso ao longo do filme - mas ele não é um cavalo, o camelo é um animal exótico e forasteiro nesse ambiente, o que a princípio parece positivo mas com o tempo vai se tornando cada vez mais complexo). O homem entra em cena e imediatamente acaba com a liberdade do camelo, ele decide que o camelo agora é seu e já o coloca na coleira e aqui vem a parte mais importante do filme: ele dialoga com o camelo, explicando que ele não é o seu dono, que eles são amigos e caminham juntos lado a lado, ele só colocou essa coleira para que os cachorros não o incomodem e para poder protegê-lo! A possessividade do homem sobre o camelo vai crescendo cada dia mais e a medida que as pessoas ao seu redor colocam empecilhos para que ele continue mantendo esse camelo para si mesmo de forma tão egoísta a coisa vai tomando proporções absurdas. Enfim, eu só queria levantar essa questão porque todos os comentários sobre o filme são em função das picuinhas humanas e ninguém falou sobre liberdade até agora ou até mesmo sobre o camelo.
"Little Dragon Head" - Tao Te-chen / "Expectation" - Edward Yang / "The Jumping Frog" - Ko I-Chen / "Say Your Name" - Chang Yi