Dirigido por
Duração
Elwood P. Dowd (James Stewart) é uma pessoa bondosa, que dá mostras de total otimismo para todos que estão ao seu redor. Apesar de gostar dele Veta Louise Simmons (Josephine Hull), sua irmã mais velha, que pertence à alta sociedade da cidade, não se sente muito bem na presença de Elwood, pois ele sempre visita todos os bares e botecos da cidade e sempre volta ébrio. Há ainda uma outra razão mais estranha, pois Elwood está sempre "acompanhado" por Harvey, um coelho imaginário com dois metros de altura que Elwood faz questão de apresentar para todos. É raro o dia em que este excêntrico comportamento não causa algum transtorno e ela nem pode mandá-lo embora, pois na verdade é ela quem mora com Elwood, que é o único herdeiro. No momento Veta está muito preocupada, pois dará uma recepção à tarde para suas amigas mais influentes, na intenção de promover Myrtle Mae (Victoria Horne), sua filha, para as suas amigas e através delas planeja arrumar um bom casamento para Myrtle. Porém Elwood lê em um jornal que sua irmã dará uma reunião e, acreditando que ela esqueceu de lhe avisar, volta logo para casa. Quando começa a "apresentar" Harvey, todas as convidadas vão embora. Não aguentando mais a situação Veta resolve internar seu irmão em um sanatório, mas na hora de explicar o caso para Sanderson (Charles Drake), um psiquiatra, ela se expressa de forma tão confusa que ele acredita que ela precisa ser internada na hora.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Em Meu Amigo Harvey, acompanhamos a história de Elwood P. Dowd (interpretado por James Stewart), um homem extremamente gentil cuja vida gira em torno de seu melhor amigo: um coelho invisível de dois metros de altura. Apesar de ser considerado um clássico "cult" e ter notas altas, o filme não me conquistou totalmente.
O ponto forte, sem dúvida, é o carisma de James Stewart, que consegue sustentar um personagem tão excêntrico com muita naturalidade. No entanto, o roteiro me pareceu um pouco repetitivo, e a história não parece sair do lugar em vários momentos. Para quem espera uma comédia mais dinâmica ou um desfecho mais claro, o filme acaba sendo um pouco cansativo e lento. É uma fábula sobre bondade, mas que exige muita paciência do espectador.
Assistido em 24 de abril de 2026
Dou nota 5,0 de 10
Talvez o único detalhe é a verborragia da Veta. Conversa demais. Talvez a personagem mesmo? Poderia diminuir um pouco as falas dela. hahaha. Fora isso um grande filme, comédia dramática com fantasia. James Stewart em sua terceira melhor atuação pra mim, perdendo apenas para o homem que matou o facínora e pra um corpo que cai. Elenco de apoio muito bom, o filme em preto e branco tem seu charme.
Curiosamente, o ator Bob Hoskins, depois de passar oito meses conversando com personagens de desenho animado nas filmagens de "Uma Cilada para Roger Rabitt" disse que isso afetou sua saúde mental ao ponto de começar a alucinar! Muitos meses após o término das filmagens, ele via e ouvia o Coelho do Filme conversar com ele!
Ainda que algumas atuações sejam caricatas e exageradas (comum em filmes da época), James Stewart dá um show. Que atuação sensível, terna, afável...
Junto a isso, o filme traz toda uma questão de traumas passados e quais medidas tomamos para fugir do modus operandi social. E como ser gentil, às vezes, causa estranheza.
Se conseguíssemos perceber que o simples fato de segurar a porta para alguém pode mudar o dia daquela pessoa, de repente daríamos mais valor a esses pequenos gestos.
O ponto negativo do filme é a exposição, preocupado com explicações demasiadas. Inclusive, em algumas cenas onde a magia sobre o Harvey se quebra.
Não pesquisei, mas será que este filme influenciou Donnie Darko? Vou pesquisar depois.
"Nesse mundo, você tem de ser muito esperto ou muito gentil. Fui esperto por anos, mas recomendo a gentileza".
🎶 Ao som de Jon Secada — Angel 🎶
Um interessante comentário sobre saúde mental na pós-modernidade. Elwood P. Dowd é um homem comum, bastante dependente de álcool e com uma dedicação obsessiva ao seu amigo imaginário Harvey, um coelho de 1,80 m.
Tem algo de "santo tolo" Míchkin na composição de James Stewart, mas sem o amargor característico do Dostoievski. Apesar daquelas absurdas demonstrações de gentileza de Elwood, há breves vestígios de um passado trágico. Claro, o tratamento dado ao alcoolismo é meio problemático.
Lembrei bastante de um episódio dos Os Simpsons, onde o Phooka "Sponsor Bunny" diz a Barney "Beba, ou então eu morrerei". O tal Coelho é a razão pela qual Barney largou a reabilitação e começou a beber novamente.