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Depois de perder toda a sua riqueza e a sua mansão no "Crash" de 1929, um milionário descobre que seu amor desaparecido é uma artista de circo que vem criando seu filho sozinha e passa a viajar com eles através da França; depois de crescer, o filho torna-se um palhaço de primeira linha que pacientemente restaura a fortuna da família. Arrebatadora e delicada fantasia cômica sobre a felicidade que confirma o talento único de escritor/diretor/astro.
Fonte: MakingOff
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Apesar da referência direta á Chaplin lembra mais mesmo o cinema de Tati misturado com a estética circense de Fellini, inclusive em algumas referências diretas como os próprios cartazes de 8 e 1/2 e A estrada da vida.. Gostei de alguns momentos em outros confesso que minha atenção se dissipou em vários momentos. Esteticamente é um trabalho muito bem realizado com algumas esquetes geniais e outras um tanto bobinhas.
Obra clássica pouco conhecida do cinema francês que viaja por diversas linguagens cinematográficas e traz alguns momentos sublimes embalados pela sua marcante trilha sonora. Os seus melhores momentos estão nos seus dois terços iniciais já que nos momentos finais a história parece perder um pouco o seu rumo. Destaque para a cena em que é citada uma obra clássica de Fellini.
Fiquei arrebatado por este magnífico filme, um belíssimo 'tour de force' histórico sobre a ascendência e perda do interesse público dos 'clows' nos contextos de competição midiática, por um lado, mas, por outro, um filme muitíssimo sensato sobre o amor, a paixão vocacionada, a utopia, o encantamento do mundo, a rebelião antiburguesa e inúmeros outros subtemas, todos retrabalhados pelo senso de humor mui peculiar de seu diretor, que, como já fora dito antes, cita diretamente Buster Keaton e Jacques Tati, mas não rejeita Federico Fellini, Charles Chaplin ou qualquer outro amante sincero da arte circense. Absolutamente soberbo! (WPC>)
[spoiler][/spoiler]Achei por acaso o filme... e superou as expectativas. Assisti o filme br ''O Palhaço'' e depois de assistir YoYo o filme ficou 5/10, apesar de ter uma diferença. Curti o humor, que não é forçado, só rola. Não o conhecia Pierre Étaix, YoYo foi o primeiro filme. Quero assistir outros. Valeu assistir!
Conheci Pierre Etaix só em março/abril, quando vi a vinheta de sua retrospectiva que o CCBB iria fazer aqui no Brasil. Pesquisando logo após, encantado unicamente com as imagens hilárias que assisti nesse meio minuto de promoção, descobri que já tinha assistido a um filme dele há pouco tempo, "Le Grand Amour", com o qual me simpatizei, mas que talvez estivesse indisposto para dar uma merecida e melhor analisada. Vou revisitá-lo logo mais!
Acontece que o "anonimato" de Etaix se dá justamente por questões jurídicas. Suas obras ficaram "invisíveis" por mais de 20 anos, e uma geração inteira não teve acesso a esse grande artista. Finalmente em 2011/2012, sua filmografia recebeu o carinho que merecia e fora restaurada e recolocada ao mundo.
Hoje assisti, então, numa cópia linda em 35mm, "YoYo", sensível, poético e surreal filme de Pierre Etaix. O Cinema e a Memória sempre foram uma das coisas que mais me instigaram na vida, e, quando unidos, raramente dá algo errado. Etaix criou uma obra maestra, cheia de referências cinematográficas, que vão desde os eternos clows Carlitos, Keaton e Lloyd, até Fellini, Buñuel, Tati e... Orson Welles! "YoYo", em sua originalidade ímpar, é sobre o passado renegado, mas vivido diariamente pelo protagonista, a saudade de sua infância de circo, no mais literal e metafórico sentido, mas que acabou levando um rumo tão similar ao que tanto evitou. É lindo ver a metalinguagem presente, a linguagem acompanhando os avanços narrativos e estilísticos do Cinema e das outras mídias de forma diegética. (Mais um motivo para torcer o nariz para o "criativo" "O Artista", que nunca me cativou, e que agora, após assistir "YoYo", só reforça a sua pequenez).
Mais do que um Cinema de homenagens explícitas, "YoYo" é também um Cinema de espetáculo, de circo, de mágica, de humor. Cinema de consciência política e artística. Tem uma das cenas mais singelas que já vi, o palhaço sendo levado junto com os soldados da guerra, em pleno regime nazista. Aliás, uma brincadeira linda com "O Grande Ditador", e também com aquele que, junto com "Tempos Modernos", é um dos melhores filmes da invasão industrial e tecnológica na vida do homem, "Meu Tio", coincidentemente - ou não - filme que teve o dedo de Etaix. Talvez uma mão cheia!
E, parafraseando Truffaut, em uma carta enviada a Pierre Etaix, escrita a próprio punho, "[...] É um belo filme, em que adorei cada cena e cada ideia, e que me ensinou muitas coisas sobre o Cinema."
"Você é verdadeiramente raro", BRESSON para ETAIX.
Feliz pela descoberta, e desejando que o mundo toda tenha a mesma honra!