NJ Jian mora com sua esposa, seus dois filhos e a sogra já idosa, formando uma típica família de classe média. NJ é sócio de uma bem-sucedida empresa de computação, mas, se não buscar novos rumos, em breve irá à falência. Para tanto, ele busca fazer uma parceria com Ota, um inovador designer de jogos de computação no Japão, que pode dar o novo toque que sua empresa precisa. Mas as coisas começam a dar errado para os Jian quando a integrante mais velha da família sofre um derrame e entra num coma o qual poderá nunca mais acordar. Neste meio termo, NJ ainda reencontra Sherry, seu primeiro amor de infância, que reaparece em sua vida, agora casada com um americano.
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Josephine: Fragmentos de um Crime
Um filme completamente emocionante, que toca lá na alma, no mais profundo, e faz isso com muita delicadeza, de uma forma sutil, como, de fato, o simples da vida, que quase sempre é o que mais emociona.
É o retrato fiel da vida acontecendo, sentimentos explodindo e sendo ora vividos, ora silenciados. Relações sendo abordadas das mais variadas formas e provocando as mais variadas emoções.
Cada personagem, cada cena do filme tem uma construção incrível, sendo cativante acompanhar esse desenvolvimento, de uma forma que a longa duração do filme nem é sentida.
Entre tantas qualidades do filme, o que mais me encantou é a abordagem do personagem Yang-Yang (Jonathan Chang) e sua maneira de enxergar o mundo, a vida acontecendo ao seu redor, a curiosidade genuína de uma criança, a sua relação com o está sendo visto e vivenciado pela primeira vez, tudo através dos olhos da inocência e pureza de uma criança, e ao mesmo tempo de uma forma tão intensa. Isso é poético.
O final do filme absolutamente dramático e sensível, sendo impossível não se emocionar com algo tão primorosamente trabalhado para proporcionar a mais pura emoção.
É um filme mais do que reflexivo, e como não podia deixar de ser também é triste, mas acima de tudo é um filme memorável.
Assistido em 27 de outubro de 2026.
Nota: 9/10
As coisas simples da vida sendo colocada em prática. Coisas simples como casamento,divórcio,doença,vida,morte... Simples por conta de fazer parte da rotina e da natureza do ser humano,mas não há nada de simples em nada disso. Tudo foi retratado na melhor direção de Edward Yang. Temos seu último filme da carreira e o diretor entrega um episódio da vida de cada ser humano que já viveu nessa Terra. Tudo parece simples demais na lente do diretor,mas todas as cenas trazem uma camada dramática com uma densidade sem igual. A questão que o diretor adota as relações e principalmente as diferenças entre as gerações.Numa cena específica existe um encontro entre uma adolescente e uma idosa que existe o toque das mãos que o diretor cria aquilo ali justamente para passar melhor essa ideia. Todos os problemas são corriqueiros e parecem nunca acabar,seja na velha ou na nova geração. É justamente a avó o centro de tudo,o pilar principal do filme.Personagem que não há mais esperança que acaba sendo aquele centro das atenções por ser um caso preocupante.Todos os personagens passam por ela para conversar sobre tudo,principalmente sobre os arrependimentos da vida,só que longe dali,todos esses acabam vivendo sua vida normalmente fazendo coisas que dão entender que são erradas. O roteiro consegue tornar os personagens hipócritas nessa questão. A longa duração dar espaço suficiente para cada personagem se desenvolver bem e no final das contas apenas o garoto é capaz de ser entendido.
O título português consegue trabalhar bem na ideia que o filme passa. As coisas simples da vida estão realmente nos pequenos detalhes.Um dia de chuva,um encontro de amigos em um casamento,um almoço em família,uma foto tirada sem motivos...tudo isso temos na trama,mas sempre temos algum conflito que faz com que os personagens entrem em intriga. Nenhum deles foi capaz de enxergar a vida pelo outro lado.
No final das contas,nascemos sozinhos e iremos morrer também!
>Revisto em 26 de Outubro de 2026
- que personagem maravilhoso é o yang-yang! como é mágico admirar o mundo e as pessoas pelo olhar de uma criança. ele já tinha me emocionado bastante com as fotos, mas vai muito mais além
- três horas que mal sentimos passar, como amei assistir cada minuto desse filme
- os olhares de cada membro da família sobre momentos que muitos de nós passamos na vida
- concordo demais com as comparações entre o Yang e o Ozu, principalmente após assistir Yi Yi
- o diretor consegue entregar uma profundidade única nas questões abordados, o que só é possível pelo respeito que ele tem pelos próprios personagens e pela história que está contando
- que diálogos e que frases poderosos!
- meu coração parou quando ele pula naquela piscina, pqp
- um filme para ser visto e revisto, talvez até em momentos difíceis da vida, pois traz uma paz linda, até na fotografia de cada cena
- ainda estou devastado, toda a parte final é excepcional, seja com o último encontro da min-min com a avó e mais ainda quando o menino lê o que escreveu no caderno, temos um entendimento ainda mais profundo sobre ele
"My uncle says we live three times as long since man invented movies. It means movies give us twice what we get from daily life".
Fiquei devastada com a profundidade desse filme, o cotidiano nos trás referências o tempo todo de que podemos ser tristes e felizes em seguida, só depende de nós e do ponto de vista que isso o carrega durante a jornada. Ting Ting pra mim foi a personagem que mais cuidou mesmo um pouco distante de todo mundo e que no fim pôde ser cuidada, claro que nunca é do jeito que queremos, mas internamente isso será, pelo menos para mim.
Eu não sabia que os asiáticos também tinham esse sentimento interno de sonhar com alguém tão importante que já morreu como uma despedida, as vezes em seguida quando acontece, as vezes com algumas semanas depois. Aquela cena me marcou muito, me fez chorar litros pela pobre da ting ting
Como cada núcleo de personagens fosse tratado com muito cuidado e com muita poética. Uma bela obra de arte do Edward Yang, espero poder ver outras obras e ter se não o mesmo sentimento, que então seja algo puro como esse foi pra mim.