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Data de lançamento
13 Out. 2013Duração
Em um futuro próximo na cidade de Los Angeles, Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) é um homem complexo e emotivo que trabalha escrevendo cartas pessoais e tocantes para outras pessoas. Com o coração partido após o final de um relacionamento, ele começa a ficar intrigado com um novo e avançado sistema operacional que promete ser uma entidade intuitiva e única. Ao iniciá-lo, ele tem o prazer de conhecer “Samantha”, uma voz feminina perspicaz, sensível e surpreendentemente engraçada. A medida em que as necessidades dela aumentam junto com as dele, a amizade dos dois se aprofunda em um eventual amor um pelo outro.
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Quando esse filme saiu em 2013 eu dropei e vim aqui falar como ele era irreal e forçado. Hoje 13 anos depois quero encarecidamente pedir desculpas a Her agora que estou vendo o que esse filme previu acontecer diante dos meus olhos.
Eu fui duro com você, me perdoe.
Que filmão, me sensibilizou muito a relação que Theodore foi construindo com essa inteligência artificial, evidenciando o quão a solidão humana é algo tão latente, essa experiência é uma viagem interna dolorosa sobre a nossa necessidade de amar e ser amado, e hoje de fato estamos vivenciando isso na pele, uma população que envelhece em grande escala tanto quanto mudamos nossas prioridades e elas não são mais nossas relações pessoais, mas nossa carreira, financeiro e tudo que agrega ao individual.
As IA's hoje em dia
Theodore: What are you doing?
Samantha: I'm just looking at the world. And writing a new piano piece.
Theodore: Oh yeah, can I hear it?
Samantha: Mm hm.
E então começa “Photograph”, do Arcade Fire com Owen Pallett.
A música parece existir naquele instante em que uma coisa deixa de ser presença e começa a se transformar em lembrança. Parece feita de coisas que não conseguem permanecer: luz sobre uma janela, uma voz que se distancia, um rosto que o tempo lentamente desfaz.
Descobri que eu amo piano. Um dos meus filmes favoritos!
Viver através de ecos digitais é o retrato silencioso que Spike Jonze pinta em *Her*, uma obra que nos olha nos olhos e expõe nossa mais profunda solidão contemporânea. A Los Angeles futurista do filme não é fria por seus arranha-céus, mas pelo vazio que habita o peito de Theodore, um homem que escreve cartas de amor para os outros enquanto é incapaz de tocar o próprio afeto. Quando a inteligência artificial Samantha surge em sua vida, a relação que se desenrola não é uma distopia barata sobre máquinas dominando o mundo, mas uma elegia dolorosamente terna sobre a urgência humana de ser notado. O que assombra na narrativa não é a tecnologia em si, mas a facilidade assustadora com que terceirizamos nossas vulnerabilidades para telas e vozes sem corpo. Há uma melancolia sufocante em perceber que a intimidade perfeita é, ao mesmo tempo, um refúgio e uma fuga intransponível. Jonze constrói um romance onde o toque físico é substituído por frequências sonoras, deixando no ar uma pergunta desconfortável: amamos o outro ou apenas a projeção de quem gostaríamos que estivesse ali? No fim, o filme não oferece respostas fáceis, apenas o eco melancólico de que amar na modernidade é aprender a conviver com a ausência, mesmo quando o ser amado está a um clique de distância.