Eduardo Alvarez
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Últimas opiniões enviadas

  • Eduardo Alvarez
    1 mês atrás

    “Who controls the past now controls the future
    Who controls the present now controls the past
    Who controls the past now controls the future
    Who controls the present now?”
    — Testify, de Rage Against the Machine

    Ou seria, 1984, de George Orwell?! Só agora que estou terminando de ler o livro vim descobrir a referência hahaha. Muito foda!

  • Eduardo Alvarez
    2 meses atrás

    O que mais me marcou no filme (além dos plots) foi a forma como Villeneuve trata a guerra. Ela não aparece como um evento histórico delimitado, algo que começa num ano e termina em outro. É uma força de contaminação: atravessa gerações, infiltra-se na intimidade e transforma vínculos familiares em campos minados. Em "Incendies", a guerra parece terminar no território, mas continua operando no sangue — como se a violência encontrasse novas maneiras de existir mesmo quando já não há combates visíveis.

    Talvez seja por isso que o diretor recuse qualquer traço de heroísmo. Ninguém ali luta por ideais grandiosos ou é filmado como mártir ou símbolo. O que vemos são pessoas pequenas diante de um dano que não cabe nelas. A encenação insiste nessa desproporção: personagens quase engolidos por pontes, vales, estradas, prédios — espaços que deixam de ser cenários neutros para se tornarem testemunhas silenciosas de algo que excede qualquer tentativa individual de compreensão.

    A câmera frequentemente se afasta. E esse afastamento não oferece visão panorâmica nem controle; ao contrário, retira do espectador a ilusão de centralidade. Não estamos no centro da história. Talvez nunca tenhamos estado. Ali, o filme parece nos lembrar de algo simples e incômodo: olhar não é o mesmo que entender, e entender não é o mesmo que suportar.

    Quando os créditos sobem, o que fica não é choque nem revolta, mas um tipo estranho de esgotamento. Só consegui ficar em silêncio, como se qualquer comentário imediato fosse raso demais para o que havia sido exposto. Acho que Incêndios não transforma porque ensina algo, mas porque nos obriga a conviver com o que não tem solução.

  • Eduardo Alvarez
    2 meses atrás

    Há algo profundamente adulto no "Arrival" de Villeneuve (biquinho pra falar, tem que fazer!). Não no sentido de maturidade técnica, mas na forma como encara o afeto sem ilusões. O filme não trata o amor como promessa de permanência, mas como decisão tomada à luz da perda. Amar, aqui, não é ignorar o fim — é aceitá-lo desde o início. Essa postura atravessa toda a narrativa e desloca o filme do terreno do espetáculo para o da experiência íntima.

    Talvez seja por isso que o filme permaneça tanto depois do fim: não porque emociona, mas porque não nos poupa — e é justamente daí que sua emoção nasce.

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