O filme retrata as aventuras e emoções de Nanni Moretti. Ele percorre as ruas de Roma, descobrindo fachadas, indo ao cinema, visitando o lugar onde Pasolini foi assassinado. Descobre um cenário de ilhas paradisíacas que transfigura-se em espaço de “infernal” humor. Este misto de aventura e documentário autobiográfico registra tudo o que acontece de interessante em sua viagem, o que inclui sua peregrinação de médico em médico para se curar de sua doença.
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Quando acabei de vê-lo (motivado pela sua presença na lista de "1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer"), me bateu uma sensação de que poderia ter sido melhor: mais engraçado, no campo da comédia; mais dramático, quando a película muda de tom; ou seja, que o filme poderia ter avançado em qualidade e substância através de escolhas mais bem feitas pelo autor. No entanto, quando comecei a refletir sobre ele, no dia seguinte, durante o banho, enquanto comia, enfim, percebi o quanto me fez pensar.
A forma leve como ele é retratado, seja nos passeios de lambreta por Roma ou nas idas e vindas pelas ilhas do Mediterrâneo, é muito gostoso de se ver e, também, meio raro. Nessa pretensa simplicidade reside sua genialidade, pois, pincelada entre as paisagens, aparecem pílulas de reflexões, de provocações, de pensamentos expressos pelo autor que, quando refleti melhor, me bateram mais profundamente. Talvez nem todo mundo se identifique com tais ideias, mas eu sim.
E pensar que a lindeza de um passeio descompromissado pelas vielas da cidade que ama, do vislumbrar de uma alegre dança de estranhos, da dificuldade de se organizar as rotinas e ideias, poderia simplesmente não mais existir por conta da negligência da classe médica. Estou perto dos 40 - tal como o protagonista, e me indaguei se, daqui a pouco, não serei eu que posso perder de viver por ser displicente para com minha saúde.
O filme podia ser mais engraçado, mais melodramático, mais intenso nessas representações. Talvez fosse um melhor filme se tivesse essa pancada emocional. Mas, assim como é, já mexeu comigo e está aí o poder da arte: em como ela ganha sentido através das nossas próprias experiências.
É muito mais que um passeio pela Itália de Moretti.
A narrativa apresenta um ritmo inicialmente lento, ganhando maior fluidez após a metade do filme. Ainda assim, trata-se de uma obra contemplativa, valorizando as paisagens italianas.
A cena do senhor que dizia não assistir televisão, mas entra em desespero ao descobrir que na ilha não tem eletricidade é um dos momentos mais cômicos rs.
Essa mistura de documentário e ficção dirigida e protagonizada pelo diretor Nanni Moretti tem os seus altos e baixos. Achei os dois primeiros terços um pouco irregulares já que algumas situações cômicas mostradas neles para mim não funcionaram. Prefiro o terço final quando Moretti enfrenta um problema de saúde vivendo experiências que certamente muitos de nós já viveram.
Outro filme simplesmente libertador.Não há momentos ruins de acompanhar.Tudo mostrado é naturalmente encantador.O protagonista não se rende a nada e segue sua jornada como se não houvesse o amanhã literalmente.Uma espécie de falso documentário que sempre pega de jeito.
>Assistido em 01 de Julho de 2022