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De Lesseps é uma jovem aristocrata que concebe a idéia para o Canal de Suez.Quando Napoleão não ele, a mostrar interesse britânico.Embora os valores de produção tornam o filme divertido o seu conteúdo histórico é de consenso geral a ser terrível.
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Um ótimo filme, embora pouco atraente na parte inicial, que tem ares de comédia romântica. Porém, à medida que avança, vai prendendo a atenção, tornando-se bem interessante como fonte de informações sobre a construção do Canal de Suez, por volta da década de 1860, principalmente ao mostrar as dificuldades do idealizador do projeto, em suas investidas diplomáticas, diante dos problemas internos nos governos dos países que executaram as obras, primeiro a França, depois Inglaterra, sem contar a resistência, ou então a indiferença, dos povos locais (turcos e árabes). Nota 7.
Drama romântico, histórico e biográfico da 20th Century Fox indicado a 3 categorias no Oscar: melhor fotografia, melhor som e melhor trilha sonora. O filme foi muito vagamente baseado em eventos envolvendo a construção, entre 1859 e 1869, do Canal de Suez, planejado e supervisionado pelo diplomata francês Ferdinand de Lesseps (1805-1894).
A família De Lesseps, os construtores do canal de Suez, processou a produção por difamação porque era dito no filme que Ferdinand De Lesseps - interpretado por Tyrone Power (1914-1958) - teve um romance com a personagem de Annabella (1907-1996), a Condessa Toni Pellerin. O tribunal acabou descartando o caso, considerando que não era contra a honra da França. O juiz disse que o filme era tão elogioso que era melhor esquecer aquele detalhe. Destaque para a sequência do ciclone na parte final.
Um triângulo entre homem-mulher-'canal' onde a mulher deve se sacrificar, na resolução clássica do triângulo, para que o homem e o 'canal' sejam felizes juntos. "Suez" teria se beneficiado de um ritmo mais rápido e, embora o diretor canadense Allan Dwan (1885-1981) lidasse com os segmentos de ação com estilo e habilidade, ele realmente não reuniu o filme em um todo coeso.
Tecnicamente bem realizado, com produção da 20th Century Fox, “Suez” (1938) é um drama épico elegante, que custou caro para a época (U$ 2 milhões) reunindo astros do cinema clássico, como Tyrone Power (de “Testemunha de acusação” - faleceu novo, aos 44 anos, de infarto), Loretta Young (ganhadora do Oscar de atriz por “Ambiciosa”) e a francesa Annabella, que fez carreira em Hollywood (de “Rua Madeleine 13”), além de Joseph Schildkraut (ganhador do Oscar de coadjuvante por “A vida de Émile Zola”), e Sidney Blackmer (de “Alta sociedade” e que no fim da carreira faria “O bebê de Rosemary”). Nos anos 30 e 40 Hollywood fazia filmes com pano de fundo real misturados com romance e aventura, para atrair o público, como é o caso deste: fala-se da construção do Canal de Suez, localizado no Egito entre os mares Vermelho e Mediterrâneo, em tom épico, porém o romance entre os personagens é o que predomina. As figuras ali realmente existiram, Ferdinand Marie era o “Visconde de Lesseps”, um diplomata e empresário francês envolvido na construção do canal de Suez e no canal do Panamá, entre a metade e o final do século XIX, e era mesmo apaixonado pela imperatriz da França, a espanhola Eugenia. Há bonitos momentos românticos e grandiosas cenas nas paisagens desérticas do Egito, como a sequência de destruição final causada por uma tempestade de areia (o filme foi inteiramente rodado em estúdios em Hollywood, e as cenas do Egito não foram lá, e sim no deserto de Yuma, no Arizona).
Do notório diretor, roteirista e produtor canadense que fez centenas de filmes mudos nos EUA da década de 10, além de dezenas de longas até os anos 60, Allan Dwan. “Suez”, que acaba de sair em bluray pela Classicline (numa boa cópia de colecionador), recebeu três indicações ao Oscar: melhor fotografia (num primoroso preto-e-branco), som e trilha sonora. Existem duas versões, a de cinema, que é essa, de 98 minutos, e uma de 104 minutos, apenas exibida no lançamento e não disponível em mídia física. Para quem gosta de romances e filmes épicos, é uma opção recomendada.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
Em uma entrevista no final dos anos 1970, o diretor Allan Dwan falou sobre a batalha de censura que ele teve com o Hays Office sobre a cena da camiseta molhada, na qual os mamilos eretos de Annabella estão em exibição proeminente. "Eu queria que eles mostrassem", ele disse. Sua discussão com o escritório Hays foi: "Você já viu uma mulher nua? Já viu sua mulher nua? Não havia nada lá que não fosse positivamente verdadeiro ... você sabia que ela seria sexy ... isso é por que você a escolheu. O público sabe. Esta é a minha idéia de dar a eles. Todas as mulheres são iguais - elas podem ir ao espelho e ver isso a qualquer hora. " O assunto foi descartado, já que re-filmar a cena teria custado muito porque o estúdio teria que reconstruir todo o cenário. Dwan disse que seu inimigo,Darryl F. Zanuck ficou satisfeito com a foto.
Tyrone Power é o arquitecto (e sonhador) francês do século XIX, Ferdinand de Lesseps, que persegue um objetivo único de espírito, a construção do Canal de Suez; o verdadeiro problema é escolher entre os amores da aristocrática Condessa Eugene (Loretta Young) e da jovem apaixonada Toni Pellerin (Annabella, numa atuação magistral que merecia, ao menos, uma indicação ao Oscar). Uma trama interessante, elaborada e muito bem conduzida pelo veterano Allan Dwan, aliada ao excepcional elenco num espetáculo colossal da 20th Century-Fox. Power e Annabella depois se casaram na vida real.