Esperava uma coisa, encontrei outra... Pelo título, fui conduzido a uma reflexão arquitetônica; na prática, uma versão masculina e conjugal do tipo de efeito que o Shuji Terayama induziu no magnífico A MULHER DE DUAS CABEÇAS. E, nossa, que beleza, que fluidez, que eloqüência física do Everaldo Pontes. Como não se emocionar? Como não se projetar naquelas projeções? Como não sentir, na prática, os efeitos do tempo? Como não parabenizar a realizadora por esta pequena jóia? Uau! (WPC>)
"Ali se eternizam os sentires e as vidas que se vão. Cinema é saudade em movimento, é o morto eternizado, o fotograma queimado que se repete ad infinitum sempre que assim desejarmos. O passado, quando projetado, se torna o presente no instante. O grito é sentido no canto em sopro, as palavras não têm importância, somente as imagens, os sentidos, os efeitos ilusionistas. Uma quase homenagem a Méliès, no belíssimo raccord da água do chuveiro projetada no corpo nu, para este mesmo corpo na água que escorre nele, já fundida, “posta em cena”. "
simplesmente nao me atrevo a escrever mais nada apos ter lido esta passagem, simplesmente tudo (e mais um pouco) do que eu poderia falar.
Esperava uma coisa, encontrei outra... Pelo título, fui conduzido a uma reflexão arquitetônica; na prática, uma versão masculina e conjugal do tipo de efeito que o Shuji Terayama induziu no magnífico A MULHER DE DUAS CABEÇAS. E, nossa, que beleza, que fluidez, que eloqüência física do Everaldo Pontes. Como não se emocionar? Como não se projetar naquelas projeções? Como não sentir, na prática, os efeitos do tempo? Como não parabenizar a realizadora por esta pequena jóia? Uau! (WPC>)
Eu acabei de recuperar os minutos na minha vida que perdi em qualquer outro instante. Simplesmente, brilhante.
Surpreendente!
"Ali se eternizam os sentires e as vidas que se vão. Cinema é saudade em movimento, é o morto eternizado, o fotograma queimado que se repete ad infinitum sempre que assim desejarmos. O passado, quando projetado, se torna o presente no instante. O grito é sentido no canto em sopro, as palavras não têm importância, somente as imagens, os sentidos, os efeitos ilusionistas. Uma quase homenagem a Méliès, no belíssimo raccord da água do chuveiro projetada no corpo nu, para este mesmo corpo na água que escorre nele, já fundida, “posta em cena”. "
simplesmente nao me atrevo a escrever mais nada apos ter lido esta passagem, simplesmente tudo (e mais um pouco) do que eu poderia falar.
um dos melhores curtas que eu ja vi
texto integral
Diferente, surpreendente, envolvente, interessante... Pena que seja tão curto, gostaria de ver o número 2!