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Uma espaçonave de busca encontra uma nave médica num ponto distante da galáxia. Ao ser descoberto um pedido de socorro cheio de angústia e terror, a tripulação da nave começa a crer que está em perigo, a desconfiar do misterioso jovem que resgataram e do artefato alien que está carregando consigo. Ao mesmo tempo, devem se preocupar em escapar da força gravitacional de uma gigantesca estrela que está prestes a se tornar uma supernova, o que irá resultar numa grande explosão que poderá matá-los.
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SUPERNOVA
Direção: Walter Hill
Ano: 2000
Assistido em: 05/10/2025
Já diz o velho ditado: o sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é órfão. Quem gosta de estudar cinema certamente já ouviu falar de Supernova, uma problemática produção do final dos anos 90, com inúmeros problemas de bastidores, vários diretores e nenhum querendo assumir a paternidade do projeto. Com isso em mente, cheguei para assistir com certo preconceito, esperando um desastre, mas saí foi bastante preocupado com o estado atual da indústria cinematográfica.
Durante uma missão de resgate no espaço profundo, a tripulação da nave médica Nightingale 229 responde a um misterioso pedido de socorro vindo de um planeta distante. Ao chegar, eles percebem que algo inexplicável ameaça tanto sua segurança quanto sua sanidade. Presos em meio ao vácuo e a segredos cada vez mais perigosos, Nick Vanzant e Danika Lund precisam lutar para sobreviver a uma força que pode destruir muito mais do que apenas a nave.
A história começa com a nave viajando pelo espaço, sem explicação, jogando o espectador diretamente em seu mundo e mitologia. Cabe a você se adaptar rapidamente e absorver a proposta. Essa abordagem acaba dificultando a orientação dentro da narrativa, mas considerando os problemas de bastidores, é fácil imaginar que muitas cenas importantes foram perdidas ou cortadas durante a montagem, prejudicando o resultado final.
O roteiro mantém uma atmosfera típica dos anos 90, com ficção científica característica da época. Dá para sentir ecos dos Star Trek da época, com exageros típicos da década. Mas o ponto alto para mim foi a estética e o visual: um longa claramente datado, mas com personalidade forte e marcante, diferente da estética sem vida e dessaturada de muitas produções atuais.
O elenco é uma surpresa à parte. Apesar de tantos problemas de direção, o time de atores é talentoso. Eu não conseguia imaginar James Spader sendo tão bonitão; a imagem que tenho dele é do careca dos anos 2000 em diante. Não sabia que, na década de 90, ele era um galã. Ah, e Peter Facinelli surge novinho e lídissimo como sempre, no papel misterioso, embora previsível à medida que a história avança.
Quando digo que Supernova me deixou inquieto sobre o cinema atual, é porque ver uma produção que foi taxada como fracasso 25 anos atrás e perceber que é mais caprichada que muita coisa de hoje gera reflexão. Não estou dizendo que é uma obra-prima — é simples, bagunçada e com muitos problemas —, mas possui identidade própria, principalmente visual. Num mundo em que a maioria das produções é desbotada e sem vida, qualquer coisa mais intensa, já se destaca.
01.01.2003
26/01/2025
Esse filme terminei naquele sentimento, ok.
Não é bom e ruim, é parece que faltou algo para ficar mais legal o filme, sei lá.
Vou assistir esse filme de novo algum dia? Não.
Uma vez, já tá bom.
Um filme problemático que por pouco não foi lançado, o diretor Jack Sholder abandonou o projeto durante as filmagens. O estúdio contratou de forma emergencial 3 diretores: Francis Ford Coppola, Walter Hill e Geoffrey Wright para finalizar, mas não fizeram questão de aparecerem nos créditos. Foi inventado pelos produtores um Thomas Lee para diretor.
Valeu a pena só pq eu vi o James Spader e a Angela Bassett novinhos. kkkkk