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Svengali é um professor de canto, pianista e empresário de música em geral, vivendo em Paris. Ele possui um talento especial: é capaz de hipnotizar outras pessoas através de sua música e através de seus fortes poderes telepátivcos. Ele usa esse talento especificamente para seduzir suas alunas para o seu próprio proveito financeiro. E as descarta facilmente quando elas já não possuem mais qualquer utilidade para ele. Mas, depois de ouvi-la e vê-la, Svengali se apaixona por uma jovem modela chamada Trilby O'Farrell, que ele conhece no estúdio de alguns colegas artistas.
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Drama romântico e ficção de horror da Warner Bros. indicado a 2 categorias no Oscar: melhor fotografia e melhor direção de arte. O filme foi baseado no romance de 1894 "Trilby", do franco-britânico George du Maurier (1834-1896), e foi uma das muitas adaptações cinematográficas do livro. Melodrama psicológico antiquado vintage sobre o mau uso do controle mental.
As primeiras versões desta estória foram os curtas: Trilby and Little Billee (1896), Ella Lola, a la Trilby (1898), Trilby (08) e Trilby and Svengali (11); após estes, outras refilmagens foram acontecendo: Svengali (14), Trilby (14), Trilby (15) e O modelo de Paris (23); depois deste filme atual, mais 2 novas versões: Svengali (54) e mais um filme feito para a TV, Nasce uma cantora, morre um sonho (83).
Este filme pré-Code gerou controvérsia devido à sua cena de modelagem nua com uma adolescente Marian Marsh. A atriz usou meia-calça para a cena e, no plano geral em que ela sai correndo do quarto, uma dublê mais velha foi usada no lugar dela. John Barrymore (1882-1942) tinha 49 anos durante as filmagens, enquanto a protagonista Marian Marsh (1913-2006) tinha apenas 17. O experiente ator do clã Barrymore foi o perfil mais famoso do cinema antes que a bebedeira o arruinasse totalmente.
Um belo corte transversal entre o expressionismo alemão (conjuntos retorcidos e sombras estranhas ou sinistras) e os filmes de terror da década de 30! Tão simples em sua estranheza (o único efeito especial além das sombras é o brilho nos olhos de Svengali), mas estranhamente eficaz. Uma ode peculiar e comovente ao lascivo trágico.
O uso da profundidade de campo, os milagres directivos abaixo comentados, a extraordinária caracterização de John Barrymore, que torna absurdamente crível um personagem tendente à caricatura... Tudo neste filme foi-me conquistando romanticamente á medida que a trama avançava, para desaguar num desfecho absolutamente brilhante e dramático, o qual eu sou plenamente incapaz de adjetivar enquanto "feliz" ou "trágico"... Eu não consigo, juro! Lindo filme... Uma aula de redenção através do amor, acima de tudo! (WPC>)
Barrymore arrasa, nos brindando com um perfil inesquecível do famoso personagem. Ele quase não precisa de efeitos quando o seu personagem se põe a hipnotizar a Trilby: sua expressão já ilustra toda a cena. A caracterização do ator faz jus a todos os maneirismos próprios do personagem. A garota que faz Trilby, Marian Marsh, também não se sái mal, bem como Bramwell Fletcher e Luis Alberni, como o fiel Gecko. Destaque também para o diretor que, em época tão escassa de efeitos, fez milagres com truques de camêra ousadíssimos para o tempo.