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Outros títulos
Takva: O Temor de um Homem de Deus - Brasil
Takva: A Man's Fear of God - Estados Unidos da América
Sinopse
Homem humilde e solitário, que sempre se dedicou rigidamente a doutrina islâmica, recebe proposta de trabalho em cargo administrativo, testando sua fé e relação com Deus.
Takva mostra o quanto a fé pode ser cruel a um homem que vive afim de não cometer pecados e desapontar o seu Deus. Viver fora de sua fé é se sujeitar a um mundo do qual designam, mundano.
Qual o limite da fé? O que representa a religião? Fé, religião e ética... como se relacionam? Talvez essas sejam as questões mais importantes trazidas pelo filme de Kiziltan. Mesmo que o filme seja ambientado na Turquia e tenhamos uma ordem sufi como objeto, o roteiro se adequaria muito bem a qualquer religião. Daí a amplitude que o filme alcança! Sua universalidade é assustadora! Mas, evidentemente, quando foca a ordem sufi turca a peculiaridade também propicia questionamentos extremamente interessantes. A interpretação de Erkan Can é algo emocionante, ele consegue exprimir o poder que a fé tem de guiar uma vida... e provocar o surgimento de dilemas. O olhar de Can gradualmente vai tomando conta da tela e a percepção de que o desequilíbrio o toma é angustiante. A questão que acaba se impondo é: como ele resolverá isso?! E aí a direção e roteirista se saíram muito bem. A fotografia, que mostra uma Turquia que difere das imagens turísticas também é um destaque. E as cerimônias sufi são potencializadas pelas imagens e som... um filme muito bom!
Talvez Takva seja um desses filmes que pode ser interpretado de diversas maneiras. Para mim ficou muito claro o estudo de personagem feito pelo diretor. N primeira parte do filme somos apresentados a Muharrem, um muçulmano extremamente devoto que dedica sua vida ao trabalho e ao culto a Alá. Sendo uma pessoa humilde, chegou a abnegar o sexo como forma de se mostrar fiel à sua crença.
Na segunda parte do filme, Muharrem, já a trabalho para uma organização muçulmana como coletor de aluguéis, passa a viver uma contradição entre suas ações e suas crenças, entre seus desejos e sua devoção. E é neste cenário que o filme nos mostra os conflitos por pessoas cujas próprias crenças levam a contradições que levam o homem à dúvida quando esta não encontra seu espaço diante da fé.
Assim sendo, Takva é um filme que pode ser visto como tratando de religiosos fervorosos em geral. Filme altamente recomendável.
👎👎👎
Takva mostra o quanto a fé pode ser cruel a um homem que vive afim de não cometer pecados e desapontar o seu Deus. Viver fora de sua fé é se sujeitar a um mundo do qual designam, mundano.
Qual o limite da fé? O que representa a religião? Fé, religião e ética... como se relacionam? Talvez essas sejam as questões mais importantes trazidas pelo filme de Kiziltan. Mesmo que o filme seja ambientado na Turquia e tenhamos uma ordem sufi como objeto, o roteiro se adequaria muito bem a qualquer religião. Daí a amplitude que o filme alcança! Sua universalidade é assustadora! Mas, evidentemente, quando foca a ordem sufi turca a peculiaridade também propicia questionamentos extremamente interessantes. A interpretação de Erkan Can é algo emocionante, ele consegue exprimir o poder que a fé tem de guiar uma vida... e provocar o surgimento de dilemas. O olhar de Can gradualmente vai tomando conta da tela e a percepção de que o desequilíbrio o toma é angustiante. A questão que acaba se impondo é: como ele resolverá isso?! E aí a direção e roteirista se saíram muito bem. A fotografia, que mostra uma Turquia que difere das imagens turísticas também é um destaque. E as cerimônias sufi são potencializadas pelas imagens e som... um filme muito bom!
Fotografia linda, um belo uso do azul como algo místico e o vermelho como pecado.
Talvez Takva seja um desses filmes que pode ser interpretado de diversas maneiras. Para mim ficou muito claro o estudo de personagem feito pelo diretor. N primeira parte do filme somos apresentados a Muharrem, um muçulmano extremamente devoto que dedica sua vida ao trabalho e ao culto a Alá. Sendo uma pessoa humilde, chegou a abnegar o sexo como forma de se mostrar fiel à sua crença.
Na segunda parte do filme, Muharrem, já a trabalho para uma organização muçulmana como coletor de aluguéis, passa a viver uma contradição entre suas ações e suas crenças, entre seus desejos e sua devoção. E é neste cenário que o filme nos mostra os conflitos por pessoas cujas próprias crenças levam a contradições que levam o homem à dúvida quando esta não encontra seu espaço diante da fé.
Assim sendo, Takva é um filme que pode ser visto como tratando de religiosos fervorosos em geral. Filme altamente recomendável.