Num país imaginário, o rei declarou guerra a um país vizinho. Uma família humilde, composta pela mãe, uma filha e dois filhos, recebe uma intimação para que os rapazes comecem a lutar por seu país, com a garantia de que quando voltarem estarão ricos graças aos saques. A oferta é tentadora e eles partem para o front, dispostos a cometer qualquer atrocidade pelas riquezas.
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O filme mais estranho de Godard, baseado em uma peça política e alimentado como projeto de Rossellini. Dois bandidos idiotas (com nomes ironicamente "clássicos") se juntam como soldados e pilham o mundo em uma guerra global; eles voltam para casa para suas esposas igualmente idiotas e exibem seus despojos. Godard justapõe suas façanhas estúpidas com extensas imagens de arquivo da guerra. Sua apresentação da pura idiotice da guerra admite momentos de humor grotesco (um dos soldados vê seu primeiro filme e tenta entrar na tela), mas é principalmente uma visão fria e impiedosa. Talvez o filme extremo mais útil desse tipo já feito.
"E quando longe de casa, ferido e com frio, o inimigo você espera. Ele estará com outros velhos inventando novos jogos de guerra."
A ironia está presente em todas as cenas. Ah, Godard <3
bem engraçado mas também bem triste, como nas partes que retratam a guerra - as fotos dos mortos e as cartas que os irmãos enviavam para as mulheres descrevendo as barbaridade que faziam. Com certeza foi intencional e é estranho um filme de guerra que possa ser ao mesmo tempo "leve". Acho que é uma crítica à banalização de tudo, principalmente a violência.
Obra-prima. Realmente, não dá pra considerar um filme menor. É a prova de que se pode fazer grande cinema com o mínimo de recursos. Roteiro com crítica demolidora. Já se tornou um dos meus filmes favoritos de guerra.