Como eu sempre digo, nada como rever filmes! Na segunda vez que vi esta obra, depois de ter conferido uma safra irregular e "inautoral" de curtas-metragens sergipanos, deparo-me com este esforçado e independente trabalho de um apaixonado, obcecado por suas referências 'pop', suas odes ao cinema de terror adolescentes, suas farpas contra o "estrelismo" da pseudo-'intelligentsia' cinefílica. Uma obra que, em seus atropelos e defeitos (principalmente, os de atuação), diz muito, grita bastante, esfrega o dedo na cara dos pretensiosos metidos a entidades superiores porque gabam-se publicamente de admirarem filmes e/ou diretores 'cult. Nesse sentido, parabéns pela coragem e pela audácia, Joel! (WPC>)
A pedido do realizador, dei uma conferida em seu trabalho, o mais engraçado de tudo é que vi esse filme no dia anterior ao dia em que vi "Faroeste e caboclo" uma das piores coisas que pude ver e no ato fiz a comparação com filme de Joel, e o vídeo sergipano era melhor para meu espanto! curiosamente acho que Joel Costa narrou bem, contou bem o que queria, dentro de todos os limites claro, ainda que eu discorde completamente de suas crenças e daquilo que ele defende. em frente sempre Joel Costa.
Conheço Joel de longa data e posso dizer que ele é este filme, e foi isso que mais me encantou. A despretenciosidade do filme também é cativante, ele não quer ser o próximo 'Cláudio Assis' e sim fazer o que gosta e tem orgulho disso. Gostei dos atores e especialmente da cena do flashback que me arrancou altas risadas. Aguardando os próximos!
Apesar da minha nota baixa, não quero que isso pareça desmerecer por completo o filme: sou amigo do realizador e, para além de diversas discordâncias ideológicas que nos atravessam (algumas delas responsáveis pela minha desapreciação mais geral da obra), admiro a sua ousadia e a sua impavidez no pronunciamento daquilo em que ele acredita. O que é gritado nas entrelinhas deste curta-metragem é um dos paradoxos mais pitorescos dos tempos difíceis e ditos pós-modernos em que vivemos: o apelo de alguém pelo direito de apreciar aquilo que aprecia, de gostar do que gosta... Pura e simplesmente! O problema, em minha opinião, é que a necessidade de ataque contra agressores bastante definidos incorreu na violência contra quem não tinha muita culpa naquilo que lhe irritou (algo que, no filme, foi brilhante e inconscientemente representado na cena mais antológica do mesmo, em que uma moçoila sorridente de nome Laura é alvo de uma atitude absolutamente inesperada de alguém com quem se comunica!)...
Falando especificamente sobre o filme: aqui, Joel contornou bem um grande problema das produções locais, as atuações excessivamente empostadas. Em minha opinião, o elenco com acentuado sotaque nordestino (êba!) está bastante entrosado, o que não só rendeu melhores resultados por conta da dublagem ostensiva. Além disso, a montagem é negativamente abrupta nalguns momentos e a edição sonora é prejudicial, sem contar que o roteiro perde o bom ritmo na segunda metade do curta-metragem, quando tudo ocorre de forma muito abrupta. Mas as gargalhadas que emiti durante o 'mini-flashback' foram sinceras e, inclusive pelos motivos errados, este Lukas Reis vai loooooooooooooonge! hehehehehe.
Não desista, Joel: dê na cara de quem te esculhamba, mas cuidado para não confundir alvos com generalizações similares àquelas de que te acusaram... (WPC>)
Como eu sempre digo, nada como rever filmes! Na segunda vez que vi esta obra, depois de ter conferido uma safra irregular e "inautoral" de curtas-metragens sergipanos, deparo-me com este esforçado e independente trabalho de um apaixonado, obcecado por suas referências 'pop', suas odes ao cinema de terror adolescentes, suas farpas contra o "estrelismo" da pseudo-'intelligentsia' cinefílica. Uma obra que, em seus atropelos e defeitos (principalmente, os de atuação), diz muito, grita bastante, esfrega o dedo na cara dos pretensiosos metidos a entidades superiores porque gabam-se publicamente de admirarem filmes e/ou diretores 'cult. Nesse sentido, parabéns pela coragem e pela audácia, Joel! (WPC>)
A pedido do realizador, dei uma conferida em seu trabalho, o mais engraçado de tudo é que vi esse filme no dia anterior ao dia em que vi "Faroeste e caboclo" uma das piores coisas que pude ver e no ato fiz a comparação com filme de Joel, e o vídeo sergipano era melhor para meu espanto! curiosamente acho que Joel Costa narrou bem, contou bem o que queria, dentro de todos os limites claro, ainda que eu discorde completamente de suas crenças e daquilo que ele defende. em frente sempre Joel Costa.
Link do Curta:
https://www.youtube.com/watch?v=MFJRSxdR5Qg
Conheço Joel de longa data e posso dizer que ele é este filme, e foi isso que mais me encantou. A despretenciosidade do filme também é cativante, ele não quer ser o próximo 'Cláudio Assis' e sim fazer o que gosta e tem orgulho disso. Gostei dos atores e especialmente da cena do flashback que me arrancou altas risadas. Aguardando os próximos!
Apesar da minha nota baixa, não quero que isso pareça desmerecer por completo o filme: sou amigo do realizador e, para além de diversas discordâncias ideológicas que nos atravessam (algumas delas responsáveis pela minha desapreciação mais geral da obra), admiro a sua ousadia e a sua impavidez no pronunciamento daquilo em que ele acredita. O que é gritado nas entrelinhas deste curta-metragem é um dos paradoxos mais pitorescos dos tempos difíceis e ditos pós-modernos em que vivemos: o apelo de alguém pelo direito de apreciar aquilo que aprecia, de gostar do que gosta... Pura e simplesmente! O problema, em minha opinião, é que a necessidade de ataque contra agressores bastante definidos incorreu na violência contra quem não tinha muita culpa naquilo que lhe irritou (algo que, no filme, foi brilhante e inconscientemente representado na cena mais antológica do mesmo, em que uma moçoila sorridente de nome Laura é alvo de uma atitude absolutamente inesperada de alguém com quem se comunica!)...
Falando especificamente sobre o filme: aqui, Joel contornou bem um grande problema das produções locais, as atuações excessivamente empostadas. Em minha opinião, o elenco com acentuado sotaque nordestino (êba!) está bastante entrosado, o que não só rendeu melhores resultados por conta da dublagem ostensiva. Além disso, a montagem é negativamente abrupta nalguns momentos e a edição sonora é prejudicial, sem contar que o roteiro perde o bom ritmo na segunda metade do curta-metragem, quando tudo ocorre de forma muito abrupta. Mas as gargalhadas que emiti durante o 'mini-flashback' foram sinceras e, inclusive pelos motivos errados, este Lukas Reis vai loooooooooooooonge! hehehehehe.
Não desista, Joel: dê na cara de quem te esculhamba, mas cuidado para não confundir alvos com generalizações similares àquelas de que te acusaram... (WPC>)