Os Chefões traz a saga da família Tempio, numa trama sangrenta que leva às últimas consequências uma história de traição e ódio entre famílias mafiosas ítalo-americanas da década de 30. O frio e calculista Ray (Christopher Walken) lidera a família de três irmãos. Johnny (Vincent Gallo), o caçula do grupo, sempre tem suas atitudes remediadas pelo irmão mais velho. Chez (Chris Penn), o irmão do meio, já dá sinais de loucura por seu passado criminoso. Para eles, construir fortuna em cima de cadáveres sempre foi comum, até virem no caixão o corpo do jovem Johnny. Os Tempio já nutriam uma rixa antiga contra Gaspar Spoglia (Benicio Del Toro), que se agrava quando no funeral de Johnny recebem uma coroa de flores do arqui-inimigo. Seria esse um sinal, que resultaria no início de uma série de crimes por vingança?
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
O final basicamente tenta interromper o ciclo destrutivo que reina aqui.
As mulheres obviamente não morrem porque não são ativas neste ciclo, ao contrário dos homens, que sempre estão extremamente angustiados e conviveram com a violência desde a infância. A destruição é tudo o que eles conhecem e engloba tudo o que existe em suas vidas. Chez possui apenas relações destrutivas, Johnny é engajado políticamente e a força é sua maior alma nessa luta, enquanto Ray o tempo todo se vê como o menino que foi obrigado a matar alguém.
Essa obrigatoriedade do Ray com a morte vale um destaque, porque sempre nos vemos indo e voltando no tempo e através de seus olhos temos a certeza de que ele ainda é a mesma pessoa que precisa matar, é seu dever. Ele foi obrigado enquanto uma criança, assim como não pode deixar que Gaspar sobreviva depois de tudo o que aconteceu, bem como também deve matar o assassino de seu irmão, que não lhe deixa outra escolha. Ray, na verdade, mata por medo. Medo de ser morto ao invés de suas vítimas.
É complexo fazer um filme de máfia sem vangloriar quem é representado, ao mesmo tempo em que consegue-se criar uma empatia com quem é mostrado. Bom demais.
Pra quem gostou, recomendo Donos da noite, do James Gray. A tragédia também está ao redor todo o tempo.
Infelizmente, não funcionou para mim. Nada na história me convenceu, da ambientação aos personagens e suas motivações.
Tem uma boa parte da crítica especializada que endeusa Abel Ferrara e sinceramente busco elementos para concordar mas sinceramente não consigo, não o enxergo nem como bom esteta quanto menos um grande roteirista(se é que é ele os escreve). O diálogo de Walken com o assassino do irmão é qualquer coisa horrenda e o final deus me livre guarde, que bobagem.
Um melancólico filme de gangster que apresenta uma trama elegante, fria e cruel.
Christopher Walken e Chris Penn dominam o filme!
Christopher Walken e Chris Penn entregaram muito!