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Chato, entediante e deserotizado.Esse nicho não é seu, Noémie.
“Wicked” não integra um gênero que me agrada muito (fantasia), mas dentro do que se propôs a fazer - entretenimento para as massas - sem dúvida foi muito competente e divertido, conseguindo emocionar algumas vezes. Por ser muito longo, cansou um pouco na metade mas depois evoluiu satisfatoriamente no final. É preciso reconhecer o valor das composições da rica trilha sonora, as atuações de Ariana Grande (como Glinda) e Cynthia Erivo (Elphaba), que cantaram a todo vapor e o desenho de produção magnífico de Nathan Crowley, que contribuiu decisivamente para a direção de Jon M. Chu. Num período em que o uso de computação gráfica em blockbusters é uma constante, não deixa de ser um grande mérito de “Wicked” a redução drástica de seu uso.
O longa é baseado no livro de Gregory Maguire, lançado em 1995 e que, por sua vez, inspirou o musical da Broadway de 2003. Trata-se de um prequel do “Mágico de Oz” original. Nele, sabemos as razões pelas quais os personagens icônicos se tornaram o Espantalho, o Leão Covarde e o Homem de Lata; conhecemos a difícil história de vida das irmãs "Bruxas Más"; e somos apresentados à verdadeira identidade do Mágico de Oz (interpretado por Jeff Goldblum).
Vai de cada um gostar ou não das novas escolhas narrativas. Aqui, os fãs tendem a se dividir mais. É fato que tanto o musical como o filme acabam questionando a perspectiva maniqueísta da história, mostrando uma Terra de Oz mais complexa e matizada. Podemos ver isso na abordagem, ainda que superficial, de questões que estão na ordem do dia, como racismo, riqueza material como privilégio de classe e especismo. O cinema sempre será uma arte que reflete os problemas de seu tempo.
Ótimo filme! Grandes atuações de Chalamet, Babaro e Norton. Todos tocando e cantando de verdade é algo digno de nota. Até James Mangold se emocionou no set.
No final, Joan diz, antes de Dylan partir: “Você venceu e agora está livre de todos nós”. Mas é a liberdade criativa que motiva Dylan a compor, enfurnado em quartos de hotel à base de café e cigarro, como num rito sagrado. Uma vez parida a ideia, o gênio perde o interesse pela criação e passa a compor mais e mais. Para Dylan, a música sempre esteve em primeiro lugar, mas, acima de tudo, como movimento temporal que se renova sem parar.