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Data de lançamento
14 Fev. 2025Duração
Dois agentes altamente treinados são nomeados para postos em torres de guarda em lados opostos de um vasto e altamente secreto desfiladeiro, protegendo o mundo de um mal misterioso e não revelado que espreita lá dentro. Eles se unem à distância enquanto tentam permanecer vigilantes na defesa contra um inimigo invisível. Quando a ameaça cataclísmica à humanidade é revelada a eles, eles devem trabalhar juntos em um teste de sua força física e mental para manter o segredo no desfiladeiro antes que seja tarde demais.
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Não sei como convencem a Sigourne pra fazer isso. Diálogos fracos, poucas cenas de ação sem embasamento
Se a problemática do filme fosse a descoberta de um segredo do governo, ou algo desse tipo, teria sido bem melhor.
Quanto ao final, eu gostei sim.
Mas vou concordar com um comentário que eu vi bem abaixo dizendo que se um dos dois tivessem sido infectados teria bem mais peso.
No mais, é bom, da de assistir, porém poderia ter sido bem melhor.
Filme muito bom! Tem tenção, a história é bem construída e evolui muito bem. Recomendo muiti
Tem Alguns Spoilers...
Se todos os filmes de ação e ficção científica atuais tivessem essa pegada, o gênero estaria salvo por um bom tempo. "Entre Montanhas" superou qualquer expectativa minha para um lançamento de streaming, entregando um filme incrível, com clichês muito bem pensados, dirigido por Scott Derrickson, que faz você invocar o "Silent Hill" das entranhas videogamezescas do teu ser.
A trama foca em dois soldados e atiradores de elite de potências rivais contratados para vigiar uma instalação ultrassecreta no meio do nada, dividida por um abismo gigantesco. Drasa (Anya Taylor-Joy) está de um lado e Levi (Miles Teller) está do outro. A rotina é solitária, mas o lado humano e a urgência de se conhecerem quebram as regras da Guerra Fria do filme. O que começa com mensagens em cartazes e recados em miras telescópicas evolui para uma atração quente, com direito a festinhas de apartamento.
A tensão sexual e romântica é construída de forma espontânea e com uma profundidade que é rara de ver hoje em dia; os personagens têm passado, com traumas (como o lance dramático da Drasa com o pai e a vida descartável de Levi) e deixam de ser os típicos fodões para se tornarem pessoas reais. Tanto que, quando o termômetro da paixão sobe, Levi cruza o abismo proibido atrás de Drasa.
Mas é justamente no ápice desse namorico que o chão cai e as coisas dão errado. Quando o motivo do contrato deles vem à tona e os monstros sobem o desfiladeiro, o desespero lembra direto o ritmo de "A Muralha", do Zhang Yimou. E a coisa fica insana quando o filme desce para dentro do abismo. Ali, o suspense de espionagem dá lugar para um terror científico sufocante, que evoca a vibe de "Aniquilação", de Alex Garland.
O trunfo visual do filme de Scott Derrickson é que a produção não se apoia em um apanhado digital e genérico feito nas coxas. O CGI é incrível e impressiona a cada cena; a ação é rústica, tem peso de metal de verdade, com tiros, explosões e perseguições que te pegam pelo pescoço e mordem a sua bunda. O mistério muda de forma à medida que eles descem, revelando que os dois foram mandados para uma verdadeira missão suicida e que a base inteira é uma armadilha com uma bomba-relógio para apagar os rastros da organização — representada pela vaca, fria e calculista da personagem de Sigourney Weaver.
O filme pega fogo! A urgência feroz de destruir tudo para sobreviver culmina em um desfecho incrível, que há muito tempo eu não via num filme do gênero. No final, com os dois se encontrando escondidos em uma ilha grega paradisíaca após escaparem da desgraça, tem uma vibe poética linda, dessas dos finais de clássicos de espionagem dos anos 60 e 80.
"Entre Montanhas", de Scott Derrickson, é um puta filme! Mistério, suspense e terror num filme de ficção que começa como uma espionagem e com toques de romance. Os personagens são clichês, mas o diretor opera um milagre, fazendo com que a relação deles flua sem estragar a trama.
A produção é bárbara; os produtores e toda a equipe técnica deram aula de CGI, cenografia e efeitos visuais. É para a Netflix pôr fogo no estúdio e começar de novo! O cuidado que os caras tiveram para criar o mundo desse abismo, sem repetir fórmulas, sem exageros e forçadas, é um dos pontos fortes do longa. E tudo envolto em muito suspense e mistério, com urgência na história, drama e um romance latente entre os personagens.
"Entre Montanhas" tem seus clichês, mas é um dos fortes candidatos a estar nas prateleiras dos filmes cults muito em breve.
A premissa é interessante, mas o filme acaba recorrendo aos mesmos clichês e exageros típicos de muitas produções americanas, desperdiçando seu potencial.... Ou seja, poderia ser bom, é bem executado, mas no geral é um filme fraco.