O gerente de RH da maior empresa panificadora de Jerusalém está com problemas. Ele separou da mulher, não vê a filha e está preso num trabalho que odeia. Quando uma de suas funcionárias morre num atentado terrorista, ele é chamado de insensível e desumano. Ele então embarca numa missão para honrar uma mulher que nem conhecia, mas que começa a crescer dentro dele, e acaba encontrando sua própria humanidade e descobrindo a habilidade de realmente se importar com os recursos humanos.
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Filme Israelense bem roteirizado e dirigido. Quando se pensa que o foco será uma comédia mediana, logo o longa se transforma em um ótimo drama.
É muito raro ter a oportunidade de assistir um filme israelense, ainda mais de boa qualidade como esse. A tal missão do gerente de recursos humanos é lidar com a morte de uma funcionária que morreu num atentado terrorista e proteger o nome da empresa, acusada de desumanidade por um repórter sensacionalista. A princípio ele não tem muita opção e cuida dos trâmites burocráticos com má vontade, mas aos poucos vai se envolvendo e muda suas atitudes. A relação do gerente com a desconhecida funcionária morta lembra um pouco a do filme “Retorno de um Herói”, em que o personagem de Kevin Bacon tem que conduzir o corpo de um soldado morto para seus familiares. Em ambos os filmes, altas doses de humanidade.
Basicamente o gerente de RH foi incumbido da missao de acompanhar o caixao de uma funcionaria ao pais de origem dela. Simples ne? Só que não. Esse filme judeu é uma divertida jornada.
Procurei ver porque também sou da área de RH, e acho que esse filme retrata bem um dos grandes conflitos dessa área: estar entre os interesses de grandes corporação, e o humanismo necessário a todo profissional de Psicologia (meu caso, não sei se é o do filme). Gostei.
Em um mundo onde as relações entre empregador e empregado são cada vez mais frias e mecânicas, o gerente de RH de uma grande empresa do ramo de padaria tem de acompanhar o corpo de uma funcionária peculiar da empresa, que foi morta em um atentado terrorista na tumultuada Jerusalém. O diferencial aqui acontece no momento em que o gerente poderia simplesmente entregar o corpo à terra natal da falecida e voltar para a sua vida que estava aos pedaços, principalmente devido a sua falta de carinho e atenção com sua família, mas ao contrário disso, ele resolve seguir até o fim com o corpo e o parente mais próximo da funcionária para dar um fim merecedor à mulher.
Essa atitude bondosa do gerente é exatamente o oposto que acontece hoje em dia. Exatamente o oposto do que o filme 'Up In The Air', estrelado por George Clooney, colocou de forma tão real: Profissionais sendo tratados por empresas, através da área de RH, como objetos, sem o mínimo de respeito e dignidade. E infelizmente, o que o gerente de RH daquela enorme padaria fez, não se repete muito.
Com uma premissa dessa, apesar de lentamente desenvolvida em alguns momentos, o filme ainda sim agrada ao expor que ainda há esperança para o ser humano. E o final é uma verdadeira surpresa, não só pelo destino daquela infeliz funcionária que perdeu a vida por algo tão estúpido quanto o terrorismo, mas principalmente pelas consequências positivas que a própria morte dela acarretou na vida do gerente, da família dela mesma e em todos os que foram envolvidos. E o desfecho dessa comovente e cativante história mostra que o que o ser humano precisa é enxergar em sua própria missão uma mudança de comportamento com sigo mesmo e principalmente com os outros.