Últimas opiniões enviadas
Como sempre, os projetos de Denise Fraga são atravessados por uma sensibilidade rara e um cuidado profundo com as questões humanas. Em 'Livros Restantes', não poderia ser diferente.
No filme, Denise vive Ana, uma professora que decide recomeçar a vida e se mudar para Portugal. Amante da literatura, ela passa a devolver alguns livros que ganhou de pessoas próximas, livros com dedicatórias escritas à mão, gesto cada vez mais raro e precioso. Mas essas devoluções não são apenas um movimento de desapego ou de abrir espaço para o novo. Ana busca algo maior: uma reconexão com cada uma daquelas pessoas, com os afetos que ficaram impressos nas páginas e nas memórias.
O que ela encontra,
porém, quase nunca corresponde às expectativas e isso a frustra.
Ana buscava reviver conexões com pessoas, situações e momentos que já não existiam e talvez nem pudessem existir. Porque ninguém é o mesmo ao longo dos anos, nem ela permanecia intacta. O tempo, implacável e silencioso, encarrega-se de retirar alguns livros da nossa estante, mesmo quando tentamos segurá-los. Mas há também uma delicadeza nisso tudo: enquanto ainda houver tempo, sempre haverá espaço para novos livros, novas histórias, novos afetos.
Belíssimo.
O filme é desconfortante e pode gerar gatilhos em quem sofreu bullying na época da escola.
O interessante é que a cena final confirma o que o pai diz pro menino no restaurante.
Essa é uma fase em que tudo passa tão rápido para desperdiçar os momentos evitando ser quem se é de verdade. Em um dia tudo será apenas um borrão na memória, ainda sim, algo ficará marcado para sempre em você como uma praga.
Últimos recados
Tudo bem também
Em ‘Sonhar com Leões’, o título parece dialogar diretamente com a fala da protagonista na praia, quando ela afirma
que a vida é sempre uma luta luta para viver, para permanecer bem e até para morrer. Os leões, então, não são apenas medos imaginados, mas símbolos das dificuldades concretas que atravessam a existência. Sonhar com leões é reconhecer que estamos constantemente diante de batalhas, internas e externas, e que viver exige coragem contínua. O sonho não suaviza o confronto, ele revela que a luta faz parte da própria condição de estar vivo.