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Data de lançamento
30 Junho 1989Duração
Em Los Angeles, Daniel é desafiado por um lutador de karatê que quer também destruir seu mestre, Miyagi. Inicialmente ele reluta em aceitar o desafio, mas termina sendo obrigado a aceitá-lo. Porém, desta vez ele não poderá contar com o apoio de Miyagi, que se recusa a treiná-lo argumentando que o karatê é para defender a honra e a vida e não para se obter títulos e troféus.
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Esse eu achei o mais fraquinho dos 3
Clássico
Esse não gosto muito. O mais fraco da trilogia.
Daniel gordo, mais chato do que nunca e num romance bobo.
Vale pelo sempre ótimo Morita e pela acertada adição do Terry Silver.
11-07-2025 - Revisto
THE KARATE KID PART III
Direção: John G. Avildsen
Ano: 1989
Assistido em: 24/04/2025
São inúmeros os exemplos de franquias que se perdem completamente após o primeiro filme, e é muito triste saber que uma que começou tão bem quanto The Karate Kid acabou por desandar de forma tão brusca já nas suas duas primeiras continuações. Eu adorei o primeiro, achei o segundo muito, mas muito fraquinho, e cheguei a este terceiro com expectativas baixas — mas ainda assim, querendo gostar. Eu tinha medo, afinal de contas é praticamente uma unanimidade: este é o pior da trilogia. Mas, apesar de estar muito aquém do original, ainda consegui ver mais potencial nele do que no segundo.
Após vencer o torneio de caratê no ano anterior, Daniel decide não competir novamente. No entanto, John Kreese, humilhado pela derrota de seu dojo Cobra Kai, busca vingança e se une a um antigo amigo rico e manipulador, Terry Silver, para destruir a reputação de Miyagi e forçar Daniel a lutar de novo — mesmo que, para isso, precise usar dos meios mais baixos possíveis.
A história, apesar de ser desenvolvida de forma péssima, fazer pouquíssimo sentido e parecer sem pé nem cabeça em vários momentos, conseguiu ser mais cativante do que a monotonia do longa anterior. Apesar de eu não encontrar nenhuma razão lógica suficiente que justifique tudo o que o Silver faz em prol do Kreese, ainda gosto demais da dinâmica entre Daniel e Sr. Miyagi. Achei muito interessante a proposta de testar essa união, colocando a amizade dos dois à prova ao mesmo tempo em que ela se aprofunda — agora fora da tradicional relação de mestre e discípulo. É nesse ponto, e praticamente só nele, que me apoio para considerar este filme superior ao de 1986.
Eu não sei o que aconteceu com John G. Avildsen no final dos anos 80, mas é nítido que ele estava passando por algum problema sérios, porque eu me recuso a acreditar que este é o mesmo diretor dos dois anteriores. Os problemas são visíveis. Para começar, a diferença temporal entre os três filmes é mínima: Parte III se passa apenas um ano após a Parte I. Entretanto, já haviam se passado cinco anos entre os lançamentos. No primeiro, Ralph Macchio passava perfeitamente como um adolescente de 17 anos. Aqui, aos 27, ele não convence como um de 18. E mesmo ele ainda sendo jovem na aparência, é gritante o fato de que o ator que interpreta o Silver (Thomas Ian Griffith) é um ano mais novo que Macchio, enquanto na história o personagem deveria ser vinte anos mais velho que Daniel.
Outro problema grave é a direção dada aos atores que interpretam os vilões. Há uma cena em que Daniel finalmente descobre a verdade sobre o trio de antagonistas que é simplesmente vergonhosa — pavorosa de tão caricata, mal dirigida e mal atuada. Parece uma associação de vilões de histórias em quadrinhos dos anos 40 revelando seu grande plano.
Mesmo sendo um pouquinho melhor do que o segundo (por questão de pequenos detalhes) a impressão que fica é que este foi mais um filme feito às pressas, na tentativa da Columbia Pictures de ganhar dinheiro fácil com a marca. Ainda é uma história muito aquém do original — e, desta vez, com o agravante de um elenco fraco (com exceção da dupla principal) e uma direção que parece ter esquecido como se faz um filme. Pelo menos tivemos mais lutas de karatê — algo que desapareceu no segundo —, mas, como de costume, acabou a luta, acabou o filme. Mais uma vez, não fazemos a menor ideia de como segue a vida do Daniel. Se ignorarmos Cobra Kai, só teríamos respostas sobre ele 36 anos depois.
Honestamente, espero que esse The Karate Kid: Legends tenha mais preciosismo com o roteiro do que seus antecessores. Porque, sinceramente, a impressão que eu tive até agora é que todo mundo se agarra à esperança de receber algo tão bom quanto o filme de 1984 — mas, nos últimos 40 anos, o que a gente tem recebido mesmo é decepção e frustração como um golpe, no meio da nossa cara.
Bonzinho pra passar o tempo por ser leve e divertidinho, porém as lutas coreografadas são fracas e ruins. Bonita a cenografia e plantas!