Gostei bem do filme, que é no estilo falso documentário. O filme tem fim sim e gostei da conclusão. Para mim sem dúvida o tempo fez bem ao filme. O filme foi feito e se passa nos anos 90 como uma estória atual. Ele saiu em 98 e deve ter começado a ser gravado em 95-97. Essa foi a época do início da popularização da internet, a cultura de midias sensacionalistas, os filmes slashers bombando e ainda com algum fevor do "pânico satânico". Parte do medo da sociedade nessa década estava na insegurança, tanto por questões de crimes no mundo real, quanto do que as novas tecnologias estavam trazendo - ambos perduram até hj. Essas e outras questões pra nós atuamente são bastante obvias, mas na época não conseguiamos fazer essa análise clara. Aspectos de uma década acabam marcando apenas depois que o tempo passa. Vendo hj esse filme, é interessante pq essa aurea vintage está na estória, no enredo, no roteiro e no jeito de mostrar. Em 98 filmes found footage/mockumentary não eram nada comuns e nem estavam bombados, o que iria acontecer no ano seguinte com a "Bruxa de Blair". Por sinal, não achei nada parecido com Bruxa de Blair, nem no estilo eles são similares (parece que na época deu algum rolo de plágio, mas nada a ver). "The last broadcast" é um filme mockumentary/FF bem decente para a época. Detalhe, o filme teve um orçamento de apenas 900 dolares e rendeu 12 milhões (faturamento internacional acumulado), número baixo, mas é alto pensando no valor de produção.
Tem um aspecto que gostei bem tb, mas vou marcar como spoiler, pq vai estragar a experiência de quem não viu.
Gostei do plot twist do final, bem amarrado e acaba transformando um pouco a visão do filme, que passa de um documentário para um vídeo de exaltação de um serial killer que nunca foi nem foi cogitado.
Começa muito bem, o estilo falso documentário é convincente e prende, mas que final pavoroso, o filme quebra o seu estilo pra algo bem cinematográfico no terceiro ato e isso é do nada, não faz sentido, o filme também é fraco como terror, o segundo ato estende-se demais e o filme fica chato, uma boa ideia mas com um péssimo andamento, é vergonhoso, algumas pessoas acharem que Bruxa de Blair plagiou isso e se de fato plagiou, o que eu não acredito, conseguiu ser superior em tudo.
Fui assistir esse aqui com as expectativas subterrâneas devido à enxurrada de comentários negativos daqui mas acabei curtindo. Nada excelente, mas achei acima da média.
O baixo-orçamento e a filmagem em 4:3 ajudam a criar um clima de documentário amador. O desenrolar da história, a principio, é interessante de acompanhar, mas fica bem repetitiva lá pela metade. Quando entra em cena aquela virada na investigação lá pelos 45 minutos o filme engrena com força total no clima de suspense culminando na cena do diretor na floresta falando sobre o demônio de Jersey (a cena mais tensa do filme pra mim).
Pena que no final o filme perde um pouco do charme depois daquele plot twist. Parece que o roteirista foi construindo o clímax da história sem pensar em como terminaria, aí tudo perde o impacto.
Se você ficou na curiosidade, apesar das inúmeras críticas negativas, vale conferir por si só.
Gostei bem do filme, que é no estilo falso documentário. O filme tem fim sim e gostei da conclusão. Para mim sem dúvida o tempo fez bem ao filme. O filme foi feito e se passa nos anos 90 como uma estória atual. Ele saiu em 98 e deve ter começado a ser gravado em 95-97. Essa foi a época do início da popularização da internet, a cultura de midias sensacionalistas, os filmes slashers bombando e ainda com algum fevor do "pânico satânico". Parte do medo da sociedade nessa década estava na insegurança, tanto por questões de crimes no mundo real, quanto do que as novas tecnologias estavam trazendo - ambos perduram até hj. Essas e outras questões pra nós atuamente são bastante obvias, mas na época não conseguiamos fazer essa análise clara. Aspectos de uma década acabam marcando apenas depois que o tempo passa. Vendo hj esse filme, é interessante pq essa aurea vintage está na estória, no enredo, no roteiro e no jeito de mostrar. Em 98 filmes found footage/mockumentary não eram nada comuns e nem estavam bombados, o que iria acontecer no ano seguinte com a "Bruxa de Blair". Por sinal, não achei nada parecido com Bruxa de Blair, nem no estilo eles são similares (parece que na época deu algum rolo de plágio, mas nada a ver). "The last broadcast" é um filme mockumentary/FF bem decente para a época. Detalhe, o filme teve um orçamento de apenas 900 dolares e rendeu 12 milhões (faturamento internacional acumulado), número baixo, mas é alto pensando no valor de produção.
Tem um aspecto que gostei bem tb, mas vou marcar como spoiler, pq vai estragar a experiência de quem não viu.
Gostei do plot twist do final, bem amarrado e acaba transformando um pouco a visão do filme, que passa de um documentário para um vídeo de exaltação de um serial killer que nunca foi nem foi cogitado.
Começa muito bem, o estilo falso documentário é convincente e prende, mas que final pavoroso, o filme quebra o seu estilo pra algo bem cinematográfico no terceiro ato e isso é do nada, não faz sentido, o filme também é fraco como terror, o segundo ato estende-se demais e o filme fica chato, uma boa ideia mas com um péssimo andamento, é vergonhoso, algumas pessoas acharem que Bruxa de Blair plagiou isso e se de fato plagiou, o que eu não acredito, conseguiu ser superior em tudo.
Fui assistir esse aqui com as expectativas subterrâneas devido à enxurrada de comentários negativos daqui mas acabei curtindo. Nada excelente, mas achei acima da média.
O baixo-orçamento e a filmagem em 4:3 ajudam a criar um clima de documentário amador. O desenrolar da história, a principio, é interessante de acompanhar, mas fica bem repetitiva lá pela metade. Quando entra em cena aquela virada na investigação lá pelos 45 minutos o filme engrena com força total no clima de suspense culminando na cena do diretor na floresta falando sobre o demônio de Jersey (a cena mais tensa do filme pra mim).
Pena que no final o filme perde um pouco do charme depois daquele plot twist. Parece que o roteirista foi construindo o clímax da história sem pensar em como terminaria, aí tudo perde o impacto.
Se você ficou na curiosidade, apesar das inúmeras críticas negativas, vale conferir por si só.
Muito ruim. Única coisa que achei legal, ou melhor, nostálgico, é o uso do IRC, no qual eu virava as noites no final dos anos 90 em boas conversas.
Por ser FF ou falso documentário nem é tão ruim.