Em 1905, os marinheiros do encouraçado Potemkin recebem asilo político na Romênia – um ato de desafio contra a Rússia. Em 2021, um escultor quer criar uma obra de arte inspirada no evento.
Mais um curta que assisto deste incrível diretor, mas confesso que achei este o mais fraco dos que assisti até agora. É um filme bem específico sobre a mentalidade da Romênia e nem tanto sobre o fato acontecido em 1905. O diálogo é afiado, como sempre, e coloca nos dois personagens características políticas que reverberam a história da Romênia sob o julgo do stalinismo. Elucida bem sobre uma população que vive em uma corda bamba para não pender para a extrema direita como vários governos europeus atuais e que insiste em não estudar sua própria história sem entender que o comunismo não é Stalin. Conheço vários romenos e poloneses que criticam o comunismo por conta do que viveram, mas quando pergunto o que é o comunismo não me sabem dar nenhuma resposta. Também tenho amigos desses dois países que tem compreensão perfeita das coisas e conseguem entender o contexto histórico e separar uma coisa da outra. No fundo, hoje, vivemos em um cenário político onde pisamos em ovos para agradar uma massa ignorante.
Um olhar estendido sobre a clássica obra de Eisenstein, discutindo a ideologia e a propaganda por trás de "O Encouraçado Potemkin". Pra isso, evoca-se o temor irracional do fantasma do comunismo, discussões acerca dos anacronismos feitos de ideologias vigente do passado, além de ressaltar o que a Romênia tem a ver com esse pano de fundo russo. Divertido!
Radu Jude é implacável: não poupa nem a ignorância (e a eventual falta de caráter) da Direita nem os exageros proto-repressivos da Esquerda. Se não concorda com algo, dispara as suas críticas, numa elaboração discursiva muitíssimo interessante, aqui servindo-se do clássico-mor eisensteiniano. A eclosão da guerra atual, envolvendo a Rússia, dota este curta-metragem de ainda mais importância reivindicativa, no que tange aos dilemas envolvendo Arte, Política e Economia. O que é mais importante que o quê? Eis o motivo para as falhas de muitos governos, a hierarquização inorgânica! (WPC>)
Mais um curta que assisto deste incrível diretor, mas confesso que achei este o mais fraco dos que assisti até agora. É um filme bem específico sobre a mentalidade da Romênia e nem tanto sobre o fato acontecido em 1905. O diálogo é afiado, como sempre, e coloca nos dois personagens características políticas que reverberam a história da Romênia sob o julgo do stalinismo. Elucida bem sobre uma população que vive em uma corda bamba para não pender para a extrema direita como vários governos europeus atuais e que insiste em não estudar sua própria história sem entender que o comunismo não é Stalin. Conheço vários romenos e poloneses que criticam o comunismo por conta do que viveram, mas quando pergunto o que é o comunismo não me sabem dar nenhuma resposta. Também tenho amigos desses dois países que tem compreensão perfeita das coisas e conseguem entender o contexto histórico e separar uma coisa da outra. No fundo, hoje, vivemos em um cenário político onde pisamos em ovos para agradar uma massa ignorante.
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Um olhar estendido sobre a clássica obra de Eisenstein, discutindo a ideologia e a propaganda por trás de "O Encouraçado Potemkin". Pra isso, evoca-se o temor irracional do fantasma do comunismo, discussões acerca dos anacronismos feitos de ideologias vigente do passado, além de ressaltar o que a Romênia tem a ver com esse pano de fundo russo. Divertido!
Russia um país com donos q sempre vao odiar seu proprio povo, impressionante
Radu Jude é implacável: não poupa nem a ignorância (e a eventual falta de caráter) da Direita nem os exageros proto-repressivos da Esquerda. Se não concorda com algo, dispara as suas críticas, numa elaboração discursiva muitíssimo interessante, aqui servindo-se do clássico-mor eisensteiniano. A eclosão da guerra atual, envolvendo a Rússia, dota este curta-metragem de ainda mais importância reivindicativa, no que tange aos dilemas envolvendo Arte, Política e Economia. O que é mais importante que o quê? Eis o motivo para as falhas de muitos governos, a hierarquização inorgânica! (WPC>)