Três amigas de longa data viajam para o deserto de Mojave para se hospedar em uma casa modernosa cedida pelo pai de uma delas. Os únicos vizinhos próximos são um cowboy recluso e uma mulher, teórica da conspiração, que parece nunca estar em casa. As moças, então, poderão festejar sem a presença de visitas indesejadas. Exceto, talvez, a daquele jardineiro adolescente que pede beijos em troca de favores.
Além de ser relativamente isolada, a casa no deserto oferece uma visão privilegiada da aguardada chuva de meteoros que, segundo dizem, acontece uma vez a cada geração. A última coisa que as heroínas esperavam é que algo estranho caísse do céu, direto na piscina bem iluminada da casa. Isso acontece, e além de parecer um amontoado de fezes, a coisa cheira como tal.
Mais tarde, as três amigas chegam à conclusão de que aquilo é um animal ferido, provavelmente um tatu. Nós sabemos que elas estão erradas porquê... bem, porque tatus não costumam cair do céu. E é prudente desconfiar de qualquer animal cujo visual evoca Eraserhead. A dúvida, então, passa a ser se a criatura é perigosa. E se for, como nossas heroínas sobreviverão a ela.
The Seed começa fazendo piadas com as extravagâncias da era digital, e o diretor reforça o tom ao direcionar os holofotes para o lado de Deidre, a influencer vaidosa e deliciosamente superficial interpretada por Martin. Meteoros cruzam o céu, proporcionando um espetáculo magnífico. Deidre ignora, pois está mais preocupada com a falta de recepção de seu celular. Quando percebe que terá que passar um dia inteiro sem postar, ela tem uma crise de pânico e acredita que sua carreira virtual está arruinada, pois "24 horas é como uma vida inteira na internet".
Além de funcionar como uma caricatura das celebridades do mundo virtual, a personagem de língua afiada e look sempre pronto para a selfie perfeita é responsável por alguns dos diálogos mais hilários do filme.
Vavasseur interpreta a segunda amiga, a também influenciadora digital Heather. Ela não é tão caricata ou marcante quanto Deidre, mas sua obsessão pela perfeição rende alguns diálogos divertidos. Finalmente, temos a veterinária Charlotte, interpretada por Edge, que é avessa à tecnologia e não tem perfil nas redes sociais. Isso talvez explique sua resistência ao poder quase hipnótico de um certo "influencer" em início de carreira.
Charlotte serve como contraponto ao comportamento extravagante de Deidre, e como elemento potencializador do estresse de Heather. A química das três é ótima, e eu realmente me diverti com seus diálogos vazios.
Como o diretor dedica metade dos 91 minutos de seu filme para explorar a dinâmica entre as amigas, você precisará de um pouco de paciência para chegar até o ponto em que as coisas começam a ficar bizarras. Mas o elenco esforçado, o bom trabalho de iluminação e a cinematografia de alto estilo ajudam a tornar a jornada agradável. E, acredite, quando as coisas ficam bizarras, elas ficam bizarras de verdade.
Em seu terço final, The Seed torna-se um filme inesperadamente sombrio, que evoca de Invasores de Corpos ao horror cósmico e tentacular de Lovecraft. Os efeitos práticos são insanos e garantem muitas surpresas indigestas. Principalmente quando as cenas de body horror ganham destaque, e as princesas de porcelana percebem que podem passar de influenciadoras a seguidoras involuntárias num piscar de olhos.
Primeiro de tudo, esse bicho era feio demais, nem eu que tenho dó de tudo, iria me preocupar se ele estivesse chorando. Pensei que as garotas fossem criar um vínculo maternal com essa coisa... não que iriam transar com ele e ficarem grávidas o.O HAUHSUAHSUAHSUAHSUAS' O erro do filme foi que as partes mais interessantes foram deixaram para o final e exatamente por isso não duram o suficiente, já que o restante do filme é bem monótono. Também acho que deveriam ter explicado mais sobre esse alienígena e sobre como aquela vizinha sabia sobre ele, fiquei curiosa sobre isso. Ela se matou por que tinha sido engravidada? E como a Charles conseguiu sair do feitiço da criatura?!
É bem mais trash do que eu esperava, mas o filme falha no desenvolver da narrativa e nos personagens, já que sinceramente, não dava vontade de torcer para que nenhuma delas sobrevivesse ;D HAHA'
Bem bizarro e original, realmente foi melhor do que imaginei! Prende a atenção com um belo elenco, lindíssima fotografia e ótima ambientação.
Três amigas de longa data viajam para o deserto de Mojave para se hospedar em uma casa modernosa cedida pelo pai de uma delas. Os únicos vizinhos próximos são um cowboy recluso e uma mulher, teórica da conspiração, que parece nunca estar em casa. As moças, então, poderão festejar sem a presença de visitas indesejadas. Exceto, talvez, a daquele jardineiro adolescente que pede beijos em troca de favores.
Além de ser relativamente isolada, a casa no deserto oferece uma visão privilegiada da aguardada chuva de meteoros que, segundo dizem, acontece uma vez a cada geração. A última coisa que as heroínas esperavam é que algo estranho caísse do céu, direto na piscina bem iluminada da casa. Isso acontece, e além de parecer um amontoado de fezes, a coisa cheira como tal.
Mais tarde, as três amigas chegam à conclusão de que aquilo é um animal ferido, provavelmente um tatu. Nós sabemos que elas estão erradas porquê... bem, porque tatus não costumam cair do céu. E é prudente desconfiar de qualquer animal cujo visual evoca Eraserhead. A dúvida, então, passa a ser se a criatura é perigosa. E se for, como nossas heroínas sobreviverão a ela.
The Seed começa fazendo piadas com as extravagâncias da era digital, e o diretor reforça o tom ao direcionar os holofotes para o lado de Deidre, a influencer vaidosa e deliciosamente superficial interpretada por Martin. Meteoros cruzam o céu, proporcionando um espetáculo magnífico. Deidre ignora, pois está mais preocupada com a falta de recepção de seu celular. Quando percebe que terá que passar um dia inteiro sem postar, ela tem uma crise de pânico e acredita que sua carreira virtual está arruinada, pois "24 horas é como uma vida inteira na internet".
Além de funcionar como uma caricatura das celebridades do mundo virtual, a personagem de língua afiada e look sempre pronto para a selfie perfeita é responsável por alguns dos diálogos mais hilários do filme.
Vavasseur interpreta a segunda amiga, a também influenciadora digital Heather. Ela não é tão caricata ou marcante quanto Deidre, mas sua obsessão pela perfeição rende alguns diálogos divertidos. Finalmente, temos a veterinária Charlotte, interpretada por Edge, que é avessa à tecnologia e não tem perfil nas redes sociais. Isso talvez explique sua resistência ao poder quase hipnótico de um certo "influencer" em início de carreira.
Charlotte serve como contraponto ao comportamento extravagante de Deidre, e como elemento potencializador do estresse de Heather. A química das três é ótima, e eu realmente me diverti com seus diálogos vazios.
Como o diretor dedica metade dos 91 minutos de seu filme para explorar a dinâmica entre as amigas, você precisará de um pouco de paciência para chegar até o ponto em que as coisas começam a ficar bizarras. Mas o elenco esforçado, o bom trabalho de iluminação e a cinematografia de alto estilo ajudam a tornar a jornada agradável. E, acredite, quando as coisas ficam bizarras, elas ficam bizarras de verdade.
Em seu terço final, The Seed torna-se um filme inesperadamente sombrio, que evoca de Invasores de Corpos ao horror cósmico e tentacular de Lovecraft. Os efeitos práticos são insanos e garantem muitas surpresas indigestas. Principalmente quando as cenas de body horror ganham destaque, e as princesas de porcelana percebem que podem passar de influenciadoras a seguidoras involuntárias num piscar de olhos.
Triste. As atuações são tétricas e sem noção.
O que parecia um fim de semana entre amigas para espairecer, se transforma em uma situação bizarra pra caramba.
Primeiro de tudo, esse bicho era feio demais, nem eu que tenho dó de tudo, iria me preocupar se ele estivesse chorando.
Pensei que as garotas fossem criar um vínculo maternal com essa coisa... não que iriam transar com ele e ficarem grávidas o.O HAUHSUAHSUAHSUAHSUAS'
O erro do filme foi que as partes mais interessantes foram deixaram para o final e exatamente por isso não duram o suficiente, já que o restante do filme é bem monótono. Também acho que deveriam ter explicado mais sobre esse alienígena e sobre como aquela vizinha sabia sobre ele, fiquei curiosa sobre isso. Ela se matou por que tinha sido engravidada? E como a Charles conseguiu sair do feitiço da criatura?!
É bem mais trash do que eu esperava, mas o filme falha no desenvolver da narrativa e nos personagens, já que sinceramente, não dava vontade de torcer para que nenhuma delas sobrevivesse ;D HAHA'
Texto fraco e atuações sofridas. Os momentos finais até que não é de todo ruim, mas aí já é tarde e o roteiro sonolento não se salva.
HP Lovecraft encontra D.Cronenberg.