Mrs. Maggie Ross (Edith Evans) é uma mulher velha pobre e paranoica que vive sozinha em um apartamento decadente. Ela vive em um mundo de fantasias, onde ela acredita ser uma rica herdeira. Quando o seu filho ladrão volta para casa, ela encontra um grande quantidade de dinheiro roubado, e começa a acreditar que sua fantasia se tornou realidade. Mas as suas fantasias poderá levar ela a ruína.
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The Whisperers é um drama sombrio que aborda a solidão e as dificuldades enfrentadas por idosos que dependem da assistência governamental. A história foca em Mrs. Ross, uma mulher idosa que vive sozinha e enfrenta a miséria e o isolamento social, com a única esperança de sobrevivência vindo da pensão do governo.
Quando a vida se mostra madrasta das circunstâncias e nada se desenvolve como o que se almejava e o ciclo de pobreza e miséria continuam a girar, não resta outra alternativa senão sonhar. A vida é bruta, difícil e, quase sempre, lhe dá uma rasteira daquelas. Então, um certo devaneio é sempre bem vindo como um sopro de fuga de realidade e tentar viver em meio às turbulências causadas pelas circunstâncias, escolhas e pessoas que aparecem em nosso caminho que não vem para somar, mas para nos regredir cada vez mais.
Me compadeço completamente com a Senhora Ross, interpretada de forma magistral e avassaladora por Edith Evans. Ela é a representação das pessoas que não deram certo em nada na vida, mas para continuar sobrevivendo se prende a uma ilusão. É tão triste quanto crível. Principalmente na sua solidão de uma pessoa já no final da vida sem ninguém por perto senão filho e marido de caráter duvidoso que não acrescentaram em nada em sua vida. Resta a ilusão como melhor amiga e apoio.
Uma pena que o filme se perde na descentralização do protagonismo quando resolvem dar foco em Archie (Eric Portman) o marido malandro da minha velhinha, me pareceu uma forma muito contraditória em justificar o porquê dela ser assim, solitária. Ele não acrescentou em nada tanto na vida, quanto no filme.
E a cena final? Que dorzinha no peito.
Infelizmente, naqueles devaneios que só o Oscar comete, ela perdeu a estatueta de melhor atriz para Katherine Hepburn por “Adivinhe quem vem para jantar” que, sem comparado com o absurdo que Edith Evans entrega em cena, esse prêmio é uma ultrajante.
Tudo nesse filme é angustiante e cada vez mais te faz acreditar num final ruim. Solidão é realmente um mal terrível e o ser humano cada vez mostra o quão ruim pode ser ao se aproveitar disso. Esse contraste entre uma senhorinha inofensiva e o cenário deprimente à volta cria um grande empatia sobre a figura da Sr.ª Ross, mesmo considerando que não se trata de uma personagem unilateral. Fotografia belíssima e trilha sonora pontual são outros dois méritos do filme.
Produção inglesa indicada ao Oscar de melhor atriz, Edith Evans (1888-1976); no Globo de Ouro, mais 2 nomeações: melhor filme de língua estrangeira e melhor atriz de drama, Edith Evans, do qual foi vencedora; no BAFTA, ganhou os 2 prêmios: melhor atriz britânica, Edith Evans, e melhor fotografia em preto e branco; no Festival de Berlim, mais 4 indicações, incluindo o Urso de Ouro de melhor filme e vencendo o Urso de Prata de melhor atriz, Edith Evans. Conhecido no Brasil como "Ilusões de mãe", este longa foi baseado no romance "The whisperers", de 1961, de Robert Nicolson.
O diretor Bryan Forbes (1926-2013) e Nanette Newman, que interpretou a vizinha de cima, eram marido e mulher na vida real. Sombrio, assustador e deprimente como todo o inferno, mas absolutamente fantástico, com uma atmosfera de medo, desolação e solidão. A veterana e simpática dama Edith Evans deveria ter ganhado o Oscar por ter interpretado esse drama psicológico estranho e desconfortável
sobre uma mulher idosa que ouve vozes ameaçadoras (ou seriam imaginárias?).
Esse filme inédito no Brasil ,é um daqueles esquecidos com o tempo .Pra começar esse filme tem uma fotografia em Preto e Branco excelente, uma história intimista,grande atuação de Edith Evans ,o filme mantém um tom pessimista em relação ao ser humano ,existe uma crueldade na sociedade a começar pelos mais próximos,o abandono dos idosos ,a pobreza, a violência... as loucuras e devaneios q nos mantém vivos em meio a tudo isso . Gostei muito de ter descoberto esse filme.E fica a pergunta ,mesmo sendo fã de Katharine Hepburn,a atuação visceral de Edith Evans era muito superior a atuação de Katharine em "Adivinhe quem vem para jantar" pelo qual levou o oscar e percebe-se aq mais uma injustiça da Academia de Hollywood, já q Edith venceu quase todos os prêmios possíveis da crítica :
venceu o BAFTA Award, o Silver Bear award no 17th Berlin International Film Festival,o National Board of Review award, o New York Film Critics Circle award, e o Golden Globe Award de melhor atriz dramática.