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8 Julho 2011Duração
Esqueça a ideia de que crianças são anjos inocentes que vivem em um mundo à parte aproveitando uma época que não volta mais. Esse período pode ser tão difícil quanto a idade adulta, se olharmos mais de perto para o comportamento das crianças. Esta é a proposta da nova minissérie do canal HBO, que estreia no dia 8 de julho no Canadá.
“The Yard” trabalha com a metáfora, relacionando o comportamento de crianças que frequentam o playground de uma escola com o mundo adulto, explorando temas como corrupção, ganância, violência, sedução, traição, etc.
O projeto foi anunciado em novembro de 2009, mas as filmagens somente tiveram início em julho de 2010. Com seis episódios de meia-hora, a narrativa segue o estilo de um documentário. Na história, um documentarista (Paul Gross de Rumo ao Sul, Slings & Arrows e Eastwick) registra o comportamento de crianças durante os intervalos de aula. Através de entrevistas, ele apresenta personagens que representam figuras típicas do mundo adulto.
As crianças estão divididas em duas gangues rivais. A primeira tem como líder Nick (Quintin Colantoni, filho de Enrico Colantoni, de “Flashpoint” e “Veronica Mars”), um garoto de 12 anos que tem um irmão de seis, Adam (Devan Cohen), que só quer se divertir; J.J. (Alex Cardillo), outro irmão, que é o gênio do grupo; Johnny (Shemar Charles), um esquisito que atua como braço direito de Nick; e Suzi, uma jovem valentona que fica com a tarefa de proteger os colegas.
O grupo domina o lugar mantendo a ‘paz e a ordem’ e enfrentando a gangue liderada por Frankie (Daniel Lupetina), que pratica o bullying. Neste grupo também está Mickey (Daryn Karp), irmão de Frankie, que disputa com ele as atenções de Mary, líder das meninas.
No elenco também estão Sarah Cranmer, Keana Bastidas, Olivia Scriven, Cameron Mazzei, Jared Karp e John Fleming.
Criada por Michael Mabbott e David Eddie, a minissérie é produzida por Paul Gross e Frank Siracusa, através da produtora Whizbang Films, em parceria com a Astral e Corus Entertainment. A produção tem o auxílio da Canada Media Fund, Rogers Cable Network Fund, The Canadian Film or Video Production Tax Credit e The Ontario Media Development Corporation, com distribuição da Entertainment One.
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A série segue o modelo mockumentary, ao estilo The Office, com depoimentos dos personagens em meio à ação, e mostra como funciona aquele microuniverso do pátio. Os grupinhos, as regras de convivência, a economia e tudo o mais. O que é curioso nessa premissa, aparentemente simples, é a quantidade de análises que ela abre e o número de instâncias em que ela funciona. Os episódios são engraçados, tem um ritmo agradável e momentos muito fofinhos, mas essa é só a primeira camada do show.
A segunda camada traz á tona um pensamento bem comum e que você já deve ter parado pra analisar, que é a semelhança entre a dinâmica de um colégio e a dinâmica de um presidio, especialmente no que diz respeito às relações entre as pessoas. As “facções” que se formam, as disputas por controle, busca por respeito e status, regras e formas de quebra-las, o fato de você não poder esfaquear seu colega do lado, entre outras coisas. Uma correlação interessante e feita de forma bem estruturada.
Na terceira camada é que a série realmente brilha, The Yard usa o universo infantil para tratar de temas relevantes e até polêmicos, temas como politica, que vão de intervencionismo estatal até liberalismo econômico, inflação, livre-mercado e concorrência entre moedas. Tráfico, proibição do consumo de drogas e criminalidade também são abordados. Ainda se fala sobre relacionamentos, equidade entre os sexos, disputas territoriais mundo afora, pobreza, crises migratória e muito mais. Tudo adaptado de forma precisa para a realidade infantil, preservando a inocência de seu ponto de vista e um teor didático sobre os temas, mas adicionando uma camada crítica, com um humor que varia entre o adorável e o ácido.
É uma escolha inteligente tratar de temas assim de forma didática e num universo agradável, pois dribla a resistência que o público médio apresenta para com esses assuntos. É a mais perfeita combinação entre educação e entretenimento que eu vi em muito tempo e vale quase como uma daquelas palestras de “como funciona a sociedade”. Tem um elenco carismático, histórias bem amarradas, personagens críveis e um ambiente familiar pra quase cem por cento dos espectadores. Uma obra incrível que traz o selo HBO de qualidade e merece ser conhecida por muito mais gente.
Essa série é genial! Uma pena serem só 6 episódios, mas você vê uma metáfora bem-humorada e super inteligente do mundo onde vivemos, com o controle por facções (gangues, máfias, o termo que você preferir) e temas como corrupção, preconceito, comércio clandestino, tráfico, entre outro. Sem falar na atuação das crianças, fantásticas! E isso tudo sem perder o lado ingênuo e inocente da infância. Merece uma nova temporada sem dúvidas.
Muito bom! Tudo é mais engraçado quando se é criança, com alusões criativas a situações adultas. Em outro contexto seria poderia ser muito mais pesada, mas aqui é leva e tranquila de se assistir.
Aqui assuntos como corrupção,violência,tráfico de drogas e economia são abordados de forma muito criativa quando inseridos na realidade em que vivem as crianças,com isso o diretor consegue criar uma minissérie diferente e inteligente.
Os batutinhas dos palavrões!
A definição do Adam pra sexo foi a melhor: Sexo é quando o homem faz xixi na bunda da mulher.
AEUHAEUHAUEHAUEHUAHEUHAEAE.
Os melhores: Cory e Adam, sem dúvidas. Dava pena do Cory, ele falava aqueles absurdos que a mãe aprontava com ele tão feliz.
E o JJ também é demais!