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A produção é baseada em um livro de Edward Anderson e conta a história do romance entre os jovens Bowie e Keechie.
Ao fugir da prisão com dois outros comparsas, o rapaz acaba conhecendo a moça em um refúgio, e logo se cria uma identificação entre eles. Ele quer provar sua inocência e ter uma vida calma com a namorada, mas é convencido pelos companheiros a praticar uma série de crimes passando a ser considerado pela polícia o líder do grupo.
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Drama romântico e policial noir em preto e branco da RKO Radio Pictures cujo filme foi baseado no romance de 1937 "Thieves like us", de Edward Anderson (1905-1969), ambientado na época da Grande Depressão. Houve uma refilmagem nos anos 70: Renegados até a última rajada (74), que também foi baseado no mesmo romance de Edward Anderson.
Créditos de abertura: Este rapaz... e esta moça... nunca foram devidamente apresentados ao mundo em que vivemos... Para contar a história deles... A tomada inicial de helicóptero foi a primeira cena que Nicholas Ray (1911-1979) dirigiu, neste que foi o 1° crédito de direção de Ray, que trabalhou no roteiro por mais de um ano — mais tempo do que em qualquer outro roteiro. Farley Granger (1925-2011) recomendou pessoalmente Cathy O'Donnell (1923-1970) para o papel de Keechie. A estréia de Helen Craig (1912-1986) no cinema. O último filme de Jane Allen (1916-1970).
O longa destaca-se da maioria dos filmes de sua época pela fusão precisa entre som e imagem. A fotografia de atmosfera densa e iluminação em tons baixos privilegia closes de rostos e corpos. A iluminação alia-se a um design de som de atmosfera igualmente densa, cuidadosamente elaborado como uma partitura de jazz: rimas internas, sons de objetos e letras de canções que comentam a ação e deixam de ser meros recursos para se tornarem a própria essência do filme.
Ótima estreia de Nicholas Ray na direção. A interação entre Farley Granger e Cathy O’Donnell é muito boa, com uma ótima química. O romance entre os dois é muito bem construído e é nisso que o roteiro se sai melhor. Já em outras coisas acho que o roteiro podia ter sido melhor, o final é um pouco previsível, mas ainda assim é muito bom e impactante. A direção de Ray é muito boa. Em alguns momentos me lembrei de outro noir que vi recentemente, que é Casamento Proibido (1936) do Frit Lang, mas os dois vão em várias coisas em caminhos opostos, principalmente o final. Amarga Esperança é uma grande estreia. É o primeiro filme que vejo do diretor e d que já tinha vontade de ver seus filmes e agora depois de ver esse, fico com mais ainda vontade de ver a sua filmografia.
Filme policial/crime/romance "Anos 40" com história centrada nas atividades da quadrilha de assaltantes e no romance de um deles com a mocinha do filme, fotografia preta e branca bonita e desfecho um pouco previsível, porém interessante.
O cara simplesmente não conseguia sair do crime, porque os parças puxavam ele sempre pra dentro, com a desculpa de gratidão por terém o tirado da cadeia. Mas se tivesse ficado firme e continuado de boa na primeira oportunidade talvez tivesse um final melho. A partir do momento que ele parte pro segundo corre, já sabemos qual vai ser o final e o filme se torna previsível. Só nos faltava saber, como aconteceria.
Aquele filme que tu torce pro casal, mesmo sabendo da vida torta de um deles, sabendo que há uma esperança dele se renegerar...
Titulo agridoce, para uma história agridoce. A história de duas pessoas que compartilham do mesmo abandono, esse que chega nas primeiras horas da infância, que se arrasta... Algumas perguntas vão sendo levantadas pelo caminho. A esperança sempre tem um toque da ingenuidade? A primavera sonhada. Algumas vezes, é a coisa mais corajosa que alguém pode fazer diante do mundo tão severo. O simples lampejo sereno de uma vida que é constantemente buscada. Tudo é testemunha desse gesto que resisti, [até mesmo uma torta] de todos os planos carregados de sincera paixão. Do outro lado, algum degrau de verdade. O policial que confessa a sua culpa até o vendedor que diz claramente: Não posso vender esperança quando não há nenhuma..
Tudo isso exposto na mais perfeita ambiguidade. Nicholas Ray sabe como ninguém como puxar os fios e construir um filme que deixa marcas.