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A professora de teologia, Evelyn Bell, visita seu amigo e padre Joseph Ryan na sacristia da igreja após a missa. Claramente angustiada pelos recentes acontecimentos envolvendo sua irmã, Evelyn conta a Joseph toda a história. Virginia, sua irmã mais nova, aderiu a um culto religioso e mais tarde foi encontrada, gravemente deprimida, por assistentes sociais em um banco de parque em Ohio. Expressando-se com sua crueldade usual, a mãe de Evelyn pede que ela leve Virginia para a cabana da família para se recuperar. Virginia parece gostar da companhia de Evelyn, e as irmãs falam sobre sua infância difícil, suas crenças e sua aliança contra seus pais opressores.
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Sei lá... não acontece muita coisa... basicamente, duas irmãs que viviam distantes entre si, acabam que se aproximando por meio da espiritualidade de cada uma (e que as duas precisavam expressar). Como o colega aí de baixo disse, com certeza tem a influência bergmaniana, mas sem a graça do mestre, obviamente. O filme ainda tem duas ou três cenas realmente interessantes, mas a frieza que há no restante filme é meio decepcionante. Talvez eu não estivesse no clima, não sei, talvez fosse pra ser uma experiência mais sensorial... Só sei que dessa vez não funcionou muito pra mim.
Com este belíssimo exemplar de imagem-afecção, concluo a audiência à integralidade da filmografia de Dan Sallitt, por quem assumo-me completamente apaixonado. As atuações, como de praxe, são incríveis: ele reaproveita o casal de LUA DE MEL, que voltará em FOURTEEN. O enredo possui todo um cariz bergmaniano, ainda que o diretor explicite a sua principal influência logo nos créditos de abertura: o então recém-falecido Maurice Pialat. Não obstante os rasgos estilísticos do diretor serem plenamente reconhecíveis, aqui ele está muito menos associado ao 'indie' estadunidense para filiar-se ao cânone da austeridade religiosa européia. Os diálogos teológicos são excelentes e a abordagem depressiva, como característico, é acurada, mui dolorosa. O desfecho é sublime em sua abertura discursiva: um novo percurso instaurou-se em meio aos dois relatos que compõem a narrativa. O que parecia ambivalente revela-se tripartite. E algo mais: pois o debate sobre a aplicação pragmática, humana da religiosidade nunca esgota-se. Fascinante! (WPC>)