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Sinopse
A comédia romântica acompanha a trajetória de Jessica (Megan Stalter), uma nova-iorquina de coração partido que se muda para Londres em busca do amor, mas acaba se apaixonando por um músico que está longe de ser um príncipe encantado.
pelo visto não fui a única a me incomodar com a segunda metade da série. achei absurdo demais perdoar traição e como o felix se tornou tóxico do nada, tudo tem limite!
o tom da série é bem gostoso, foi uma pena tudo ter ficado apressado do sétimo ep pra frente e esse final então, horroroso. menção honrosa pro kit harington que tá fofinho como pai da jessica.
‘Too Much’ redefine a comédia romântica com a assinatura de Lena Dunham!
Estrelada por Meg Stalter, 'Too Much' é a mais nova criação de Lena Dunham, a mente por trás do sucesso 'Girls'.
Quem viveu a juventude no início da década passada certamente conhece o impacto de Girls, especialmente entre o público feminino. Lançada em 2012, a série criada pela talentosa Lena Dunham se consolidou como um marco cultural, comparável ao que foi Sex and The City catorze anos antes. Ao contrário da narrativa de Carrie Bradshaw, a personagem Hannah Horvath (interpretada por Dunham em Girls) representava uma geração que, além de buscar desejos pessoais — na carreira, nos relacionamentos, na moda — se via em crise quanto ao seu lugar no mundo.
A abordagem de Girls sobre a realidade de Hannah e suas amigas era paradoxalmente fatalista e encorajadora — demonstrando o talento de Lena Dunham para fazer comentários sobre as gerações, especialmente as mulheres. Assim, treze anos depois, a expectativa é grande para sua nova produção, a série Too Much, disponível na Netflix.
Diferente do seu primeiro sucesso, aqui Lena Dunham se aventura por um gênero mais convencional: a comédia romântica. Curiosamente, a história parte de uma suposta desilusão amorosa de Lena até ela se apaixonar por seu marido, o músico Luis Ferber, que também assina a produção de Too Much ao seu lado. Mesmo participando do elenco, Lena abre espaço para uma nova estrela em ascensão: Meg Stalter, uma comediante encantadora que conquistou o público ao interpretar Kayla Schaeffer em Hacks.
Too Much narra as peripécias de Jessica, uma produtora americana que trabalha numa agência ao lado do marido de sua irmã (Andrew Rannells, que também participou de Girls). Jessica acaba de passar por uma grande decepção amorosa, após seu noivo a abandonar por uma influencer. Obsessiva pela “rival”, ela se torna stalker da garota e, aconselhada a fugir da situação, decide viajar para Londres para se recuperar.
Em Londres, Jessica conhece Felix, um músico indie. É a experiência muito comum na juventude: eles se encontram num bar, sentem atração, se apaixonam e, quando o encanto se dissipa, precisam lidar com a dura realidade. Aqui, a desilusão surge ao perceberem que o outro é “demais”: demasiado dramático, traumatizado ou neurótico. O desafio, claro, é aprender a conviver com essas diferenças.
‘Too Much’ e o sabor agridoce da vida adulta.
Antes de tudo, é importante destacar: Too Much não é Girls. Não espere aqui uma narrativa que encapsule o espírito de uma geração. A expectativa de encontrar uma história que defina uma época pode gerar frustração. Contudo, isso não significa que a série não seja divertida, com momentos que surpreendem, embora não seja uma obra-prima.
A trajetória de Jessica passa por altos e baixos, com episódios que às vezes cansam um pouco. Parece até que Lena Dunham, agora com quase 40 anos, tenta retratar o tédio constante da geração Z. Enquanto as personagens de Girls tinham sonhos e ambições — como Hannah, que acreditava poder ser a voz de uma geração — as jovens de Too Much parecem sem perspectivas profissionais e suas vidas amorosas, uma confusão total.
Andrew Scott, famoso por Fleabag, tem uma participação hilária na série.
Jessica, por exemplo, é uma produtora competente, mas sua paixão pelo trabalho já se esgotou. Felix, por sua vez, carrega um passado complicado, marcado por abusos na infância e uma família disfuncional. Ele vive de bicos e troca de sofá em sofá, sendo desejado por muitas mulheres, mas, na essência, um menino abandonado. Apesar de jovens, ambos já carregam feridas profundas de relacionamentos anteriores.
A clássica história de menino encontra menina é revitalizada pela química entre Will Sharpe e Meg Stalter, que convincentes demonstram que, apesar das diferenças, seus personagens sentem uma forte atração. A dinâmica lembra o realismo de Girls, com cenas de sexo intensas e uma construção complexa de ambos, tão imperfeitos quanto adoráveis.
Outro destaque é o compromisso da série com a diversidade, tanto nos corpos quanto nas nuances da sexualidade, refletindo a fluidez das relações atuais. Para uma nova geração, Lena Dunham captura com precisão essa liberdade de expressão, onde o amor não é mais exclusivamente heterossexual.
Além disso, Too Much conta com participações especiais de peso, como Naomi Watts, Rhea Perlman, Kit Harington e Adèle Exarchopoulos, que entregam momentos cômicos alinhados ao estilo de Dunham. Particularmente divertido é o personagem de Andrew Scott, um diretor insuportável, que rouba a cena.
Embora talvez não esteja entre as melhores séries de todos os tempos, quem se abrir ao universo encantador de Jessica e Felix certamente encontrará bons momentos de entretenimento.
pelo visto não fui a única a me incomodar com a segunda metade da série. achei absurdo demais perdoar traição e como o felix se tornou tóxico do nada, tudo tem limite!
o tom da série é bem gostoso, foi uma pena tudo ter ficado apressado do sétimo ep pra frente e esse final então, horroroso. menção honrosa pro kit harington que tá fofinho como pai da jessica.
Não consegui terminar nem o primeiro episódio 🤷🏻♀️
História envolvente, adoro as criações da Lena Dunham
‘Too Much’ redefine a comédia romântica com a assinatura de Lena Dunham!
Estrelada por Meg Stalter, 'Too Much' é a mais nova criação de Lena Dunham, a mente por trás do sucesso 'Girls'.
Quem viveu a juventude no início da década passada certamente conhece o impacto de Girls, especialmente entre o público feminino. Lançada em 2012, a série criada pela talentosa Lena Dunham se consolidou como um marco cultural, comparável ao que foi Sex and The City catorze anos antes. Ao contrário da narrativa de Carrie Bradshaw, a personagem Hannah Horvath (interpretada por Dunham em Girls) representava uma geração que, além de buscar desejos pessoais — na carreira, nos relacionamentos, na moda — se via em crise quanto ao seu lugar no mundo.
A abordagem de Girls sobre a realidade de Hannah e suas amigas era paradoxalmente fatalista e encorajadora — demonstrando o talento de Lena Dunham para fazer comentários sobre as gerações, especialmente as mulheres. Assim, treze anos depois, a expectativa é grande para sua nova produção, a série Too Much, disponível na Netflix.
Diferente do seu primeiro sucesso, aqui Lena Dunham se aventura por um gênero mais convencional: a comédia romântica. Curiosamente, a história parte de uma suposta desilusão amorosa de Lena até ela se apaixonar por seu marido, o músico Luis Ferber, que também assina a produção de Too Much ao seu lado. Mesmo participando do elenco, Lena abre espaço para uma nova estrela em ascensão: Meg Stalter, uma comediante encantadora que conquistou o público ao interpretar Kayla Schaeffer em Hacks.
Too Much narra as peripécias de Jessica, uma produtora americana que trabalha numa agência ao lado do marido de sua irmã (Andrew Rannells, que também participou de Girls). Jessica acaba de passar por uma grande decepção amorosa, após seu noivo a abandonar por uma influencer. Obsessiva pela “rival”, ela se torna stalker da garota e, aconselhada a fugir da situação, decide viajar para Londres para se recuperar.
Em Londres, Jessica conhece Felix, um músico indie. É a experiência muito comum na juventude: eles se encontram num bar, sentem atração, se apaixonam e, quando o encanto se dissipa, precisam lidar com a dura realidade. Aqui, a desilusão surge ao perceberem que o outro é “demais”: demasiado dramático, traumatizado ou neurótico. O desafio, claro, é aprender a conviver com essas diferenças.
‘Too Much’ e o sabor agridoce da vida adulta.
Antes de tudo, é importante destacar: Too Much não é Girls. Não espere aqui uma narrativa que encapsule o espírito de uma geração. A expectativa de encontrar uma história que defina uma época pode gerar frustração. Contudo, isso não significa que a série não seja divertida, com momentos que surpreendem, embora não seja uma obra-prima.
A trajetória de Jessica passa por altos e baixos, com episódios que às vezes cansam um pouco. Parece até que Lena Dunham, agora com quase 40 anos, tenta retratar o tédio constante da geração Z. Enquanto as personagens de Girls tinham sonhos e ambições — como Hannah, que acreditava poder ser a voz de uma geração — as jovens de Too Much parecem sem perspectivas profissionais e suas vidas amorosas, uma confusão total.
Andrew Scott, famoso por Fleabag, tem uma participação hilária na série.
Jessica, por exemplo, é uma produtora competente, mas sua paixão pelo trabalho já se esgotou. Felix, por sua vez, carrega um passado complicado, marcado por abusos na infância e uma família disfuncional. Ele vive de bicos e troca de sofá em sofá, sendo desejado por muitas mulheres, mas, na essência, um menino abandonado. Apesar de jovens, ambos já carregam feridas profundas de relacionamentos anteriores.
A clássica história de menino encontra menina é revitalizada pela química entre Will Sharpe e Meg Stalter, que convincentes demonstram que, apesar das diferenças, seus personagens sentem uma forte atração. A dinâmica lembra o realismo de Girls, com cenas de sexo intensas e uma construção complexa de ambos, tão imperfeitos quanto adoráveis.
Outro destaque é o compromisso da série com a diversidade, tanto nos corpos quanto nas nuances da sexualidade, refletindo a fluidez das relações atuais. Para uma nova geração, Lena Dunham captura com precisão essa liberdade de expressão, onde o amor não é mais exclusivamente heterossexual.
Além disso, Too Much conta com participações especiais de peso, como Naomi Watts, Rhea Perlman, Kit Harington e Adèle Exarchopoulos, que entregam momentos cômicos alinhados ao estilo de Dunham. Particularmente divertido é o personagem de Andrew Scott, um diretor insuportável, que rouba a cena.
Embora talvez não esteja entre as melhores séries de todos os tempos, quem se abrir ao universo encantador de Jessica e Felix certamente encontrará bons momentos de entretenimento.
Amo tudo que a Lena faz. Que série boa de ver.
20.08.2025