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Data de lançamento
3 Ago. 2012Duração
Doug Quaid leva uma vida pacata. Ele mora na Colônia, trabalha em uma fábrica na Bretanha Unida e é casado com a bela Lori. Um dia, resolve visitar a Rekall, uma empresa que oferece aos clientes a inserção de memórias no cérebro, simulando viagens que não aconteceram de verdade. Doug se submete ao tratamento, mas durante a inserção algo dá errado e ele logo se vê cercado por policiais, os quais mata sem dó nem piedade. Sem saber o que está acontecendo, Doug foge para casa. Lá descobre que Lori também está contra ele e deseja matá-lo. Após escapar da esposa, Doug começa a decifrar o enigma: no passado ele foi um importante agente do chanceler Cohaagen, com ligações entre os rebeldes que desejam a liberdade da Colônia.
Baseado no conto We Can Remember it for You Wholesale, de Philip K. Dick.
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Mexer em uma obra-prima da ficção científica é sempre um jogo perigoso, mas refazer "O Vingador do Futuro" de 1990, do mestre Paul Verhoeven, beira o cinemacídio. O clássico estrelado por Arnold Schwarzenegger era um monumento ao cinema de ficção. O filme é visceral, violentíssimo, satírico, recheado de efeitos práticos memoráveis e com uma dúvida psicológica genial que deixou o público na época sem saber o que era real e o que era ilusão na cadeira da Rekall. Essa versão de 2012, dirigida por Len Wiseman, é o retrato perfeito do fracasso de ideias e da falta de culhão de Hollywood nesses anos.
A primeira e mais imperdoável mudança foi deletar Marte da história! Em vez da colonização espacial e dos mutantes da mineração, o filme limita a trama a uma Terra pós-apocalíptica dividida entre a Bretanha e a Colônia (Austrália), conectadas por um elevador gigante que atravessa o centro do planeta. Pegaram uma premissa espacial épica, com mutantes, mineração e falta de ar, e a transformaram num deslocamento de metrô subterrâneo de alta tecnologia. A ambientação perdeu 90% do apelo raiz de sci-fi, com uma solução fácil e covarde.
Em vez de criar uma identidade visual própria como o Verhoeven fez em 90, o remake parece uma colagem de referências de filmes melhores. A cidade da Colônia é uma cópia descarada do futuro chuvoso e neons de "Blade Runner"; os robôs policiais (Synthetic Police) parecem saídos diretamente de "Eu, Robô"; e as cenas de ação dos carros flutuantes lembram "Minority Report". É bonito? Os efeitos visuais e a direção de arte são bem feitos, mas é um bonito frio, sem personalidade, parecendo um comercial de videogame caro. O original era violentíssimo, escrachado, com tiradas clássicas do Schwarzenegger: "Considere isso um divórcio!". O remake de 2012 é um produto asséptico feito pra classificação PG-13. Tem muita correria, tiroteio com laser e acrobacia, mas nada tem peso dramático. É tudo tão polido e controlled que você quase não sente perigo em momento algum.
Colin Farrell passa a produção inteira com uma fisionomia perdida, com cara de dor de cabeça, enquanto sua ambiguidade mental é jogada de lado para dar lugar a tiroteios de laser, carros voadores e um corre-corre de alguém que não sabe onde está e muitas vezes nem o que está fazendo. Enquanto você assiste, vem a imagem do Schwarzenegger na nossa frente, parecendo que está rindo da nossa cara e dizendo: "Trocar eu por esse cara?". Se você não tiver uma cerveja na mesa e não der umas goladas nela pra sumir o tio Arnold da mente, você não consegue assistir ao filme. É uma praga.
Mas se há algo que faz a gente esquecer esse reboot, é a atuação espetacular da Kate Beckinsale. O filme tomou a decisão acertada de dar um espaço infinitamente maior para a personagem da esposa/agente, que no original era vivida por Sharon Stone, fundindo seu papel com o do vilão perseguidor. Beckinsale está literalmente um demônio na tela! Ela encarna uma força da natureza implacável e enfurecida, que rouba todas as cenas em que aparece e entrega o único elemento de ameaça genuína e energia do longa.
No fim das contas, a versão de "O Vingador do Futuro" não é um filme intragável, mas sofre do mal dos remakes desnecessários. O longa de Len Wiseman tecnicamente é impecável, mas visualmente ele é requentado, com uma história covarde e vazia. É uma produção esquecível que distrai e entretém muito, mas que no fim só serve mesmo para comprovar a genialidade do clássico do Paul Verhoeven de 1990, e fazer a gente voltar pra ele e dar o play de novo.
Funciona como um filme de ação moderno e é bem distante da versão de 1990. Não vale a pena comparar.
Não sei, algo me incomodou no filme. Não sei se porquê assisti no projetor, daí toda a estética carregada e suja ficou pior e mais escura.
Mas a premissa em si é legalzinha. Muita informação ao mesmo tempo, muita poluição visual, e aquele estilo de filme ficção ciêntifica começo dos anos 2000 (mesmo sendo de 2012).
Enfim, não achei ruim. Assistível.
Ter-
Rivel
Ao assistir esse filme você precisa se desconectar do filme com Arnold Schwarzenegger de 1990, e caso não o tenha assistido, não relacionar o titulo à trama, pois Vingador do Futuro é só mais um titulo idiota que foi dado aqui no Brasil. O filme contém muitas cenas de ação que começam antes da primeira meia hora e se estendem até o final. Dignas atuações de Jessica Biel e Kate Beckinsale que deram um ar de beleza ao filme. Colin Farrel já está adaptado a esses tipos de filmes também tem uma boa atuação, mas como citei no início, nada que se compare à Quaid (Schwarzenegger) no filme original.