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Dividido em três partes, “Tratado de Baba e Eternidade” inicialmente explica seus intentos, tachando os possíveis detratores de imbecis e mostrando um personagem alter-ego de nome Daniel, que, no segundo segmento, encetará um romance complicado (no plano intelectual) com uma imigrante norueguesa de nome Eva, que é deportada no terceiro segmento e faz com que ele repense as noções burguesas de amor, ao passo em que redige poemas guturais de suposta inspiração nietzscheana, em que “a poeira do discurso entra em conflito com o peso de seu poder”. Esta é a explicação do título do filme, aliás!
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É surreal e cansativo, mas com uma crítica bem interessante, o melhor é assistir sem legenda, aí dá mais trabalho ainda =D para compreender.
A priori, este é o tipo de filme vanguardista que nos dá raiva, visto que este passo determinante do Moviemnto Letrista Francês talvez gaste mais tempo acusando outrem do que expondo a si mesmo. Porém, quando o faz, é genial! As cenas de romance afetado pelo capitalismo e as situações silábicas escritas na tela fazem desta obra difícil e espatifada pelo tempo uma peça obrigatória de qualquer cineasta anarquista que se preze! (WPC>)