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Durante a guerra civil japonesa, no século 16, o pobre oleiro Genjuro e seu cunhado Tobei viajam com as respectivas mulheres à capital da província onde vivem, nas redondezas do lago Biwa, para vender utensílios de cerâmica. Com as vendas, Tobei compra armas e se torna samurai, abandonando a esposa. Genjuro, por sua vez, acaba passando vários dias no castelo da misteriosa Lady Wakasa, quando vai entregar as mercadorias.
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Cara, não sei se me pareceu uma grande história sobre ambição, ou se como a guerra e a barbárie afastam as pessoas e fazem com que elas se sujeitem a situações às quais não se sujeitariam normalmente. De todo modo, não me pegou muito não.
Acho que Barravento é um filme que falha melhor sobre isso.
Um conto sobre a cegueira da ambição e as consequências de se guiar pelo desejo. Mizoguchi entrega um ambiente fantástico sem apelar a qualquer tipo de efeito especial, conseguindo imprimir o clima de ameaça, fantasia e irrealidade por meio de uma fotografia cuidadosa e uma direção primorosa.
Mostra que a ganância e ambição destroem tudo, os dois irmão conseguiram tudo que queriam, mas a que preço?, Genjuro tinha feito um bom dinheiro com a venda das cerâmicas, dinheiro que daria pra viver bem até uma próxima venda, mas queria mais, sempre mais, o que desgraçou a vida da mulher e de seu pequeno filho, Tobei queria ser um samurai e afundou a vida da mulher na desgraça sem honra, ambos destruíram a vida das esposas, o conto tem até uma pegada sobrenatural e uma reviravolta no final, uma obra prima do mestre Kenji Mizoguchi.
"O valor das coisas e das pessoas
depende do cenário em que se encontram"
Quase 2025 e ainda não temos transições tão boas quanto a desse filme.