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Buenos Aires, 1946. Ao procurar alguém que lhe ajude em traduções, Estela Canto (Inés Sastre) conhece Jorge Luis Borges (Jean Pierre Noher), um simples funcionário de uma biblioteca, pois seu enorme talento ainda era desconhecido do grande público. Enquanto ele é bastante retraído, Estela é extrovertida, inteligente, bela e provocante. Ambos tem algo em comum a vontade de serem reconhecidos como escritores, mas um livro de Borges vendeu apenas 37 cópias, enquanto Estela ainda nem lançou o seu. Borges, apesar de homem feito, ainda é totalmente dominado por sua mãe. Eles começam uma relação muito especial, apesar de Estela ser seu oposto, pois é liberada, não é virgem e é uma precursora do feminismo, além de simpatizar com o comunismo, sendo que isto trará algum problema para os dois.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Produção argentina indicada a 3 kikitos no Festival de Gramado, incluindo melhor filme latino. Interessante é que os dois principais personagens da estória são europeus: Jean Pierre Noher é francês e a bela Inés Sastre é espanhola. É um drama romântico que fala da relação do famoso escritor argentino Jorge Luis Borges com a uruguaia Estela Canto, também escritora, durante 5 anos. Vale destacar a ótima performance do casal, em especial, a do ator, que chegou a ser premiado em outros festivais.
J.L. Borges, em 46, descobriu que tinha glaucoma congênito após exames no oftalmologista, pois tinha muitas dificuldades de enxergar e, mesmo na meia-idade, era dominado por sua mãe. Em 86, no ano de sua morte, é mostrado o enterro dele na parte final do filme.