O Vagabundo (Charles Chaplin), com a sua mulher (Edna Purviance) e seus dois filhos (Marion Feducha / Bob Kelly e Jackie Coogan), saem para aproveitarem o dia juntos mas, já de saída nada dá certo quando ele tenta por um longo tempo dar a partida em seu humilde carro. Após isso, a família ainda não desiste de tirar um dia proveitoso e saem para o passeio mas ao longo dele, o Vagabundo acidentalmente o enche de confusões.
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Um Dia de Prazer não é dos melhores curtas, mas ainda sim é um material que diverte bastante e vale muito a pena a conferida, ainda que são apenas 25 minutos.
*** (Bom)
Tem algumas cenas repetidas de outros curtas como o barco balançando, mas foi interessante ver o Jackie Coogan em cena antes de ''O Garoto''.
Não é dos curtas mais inspirados de Chaplin, mas tem bons momentos, como por exemplo a cena do guarda caindo no buraco (me pergunto como se filmava algo assim, mais de um século atrás, sem risco de machucar o ator).
Gostei também da banda tocando (e lidando com o enjoo do barco ao mesmo tempo).
E, como observado no comentário abaixo, me chamou a atenção o fato de termos atores negros em um curta de Chaplin. Pelo que me lembro, desde que comecei a assistir os filminhos em sequência – por meio de um box com toda a filmografia do ator/diretor –, até então só havia aparecido um personagem negro em todas as histórias: interpretado por um ator branco usando o famigerado blackface.
Apesar de se utilizar do mesmo figurino, Chaplin deixa de lado O Vagabundo e passa a interpretar uma pessoa comum, com esposa e filhos, e cria basicamente uma sitcom: traz todas os elementos cômicos que um passeio pode gerar, como por exemplo entrar em um navio com as crianças debaixo do braço para mostrar que são crianças de colo e, assim, não pagar passagem. Essas situações conversam diretamente com o espectador, sendo problemas do cidadão comum e, com isso, a comédia funciona.
Mesmo repetindo algumas técnicas e comportamentos, como por exemplo balançar a câmera para mostrar o movimento do navio e criar enjoo (e consegue, já que até nós ficamos um pouco incomodados), técnica já utilizada em O Imigrante e Carlitos Marinheiro, acaba sendo bem mais sucedido, sem se utilizar de sets montados.
E, ao menos pelo que me recordo, parece ser a primeira vez que Chaplin, agora em controle total da produção e fazendo até mesmo a trilha sonora, deixa de lado o blackface e utiliza atores negros no filme, algo que não acontecera em, por exemplo, Carlitos no teatro.
E pensar que já faz 100 anos