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Um cinema abandonado e em ruínas no interior da Paraíba é o cenário inicial de um filme sobre o cinema, que viaja nos depoimentos do romancista e dramaturgo Ariano Suassuna e de inúmeros cineastas – Ruy Guerra, Julio Bressane, Ken Loach, Andrzej Wajda, Karim Ainouz, José Padilha, Hector Babenco, Vilmos Zsigmond, Béla Tarr, Gus Van Sant, Jia Zhangke e outros. Todos respondem a duas perguntas básicas: por que fazem cinema e para que serve a sétima arte, expondo suas ideias sobre tempo, narrativa, ritmo, luz, movimento, sentido da tragédia, os desejos do público e as fronteiras com outras artes.
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Eu gosto de planos longos porque odeio a sala de edição! Béla Tarr!! kkkkkkkk
Um belo filme que traz visões diversas sobre o impacto do cinema na vida das pessoas, principalmente daquelas que o fazem atrás das câmeras.
Tenho um amigo professor que tem uma relação obsessiva com este filme. Compreensível, é ótimo para ser utilizado em aula. Parece um compêndio de teorias dos cineastas contemporâneos, com forte direcionamento filosófico (sobretudo nas falas de Lucrecia Martel, Julio Bressane e Béla Tarr). A mistura é bem vasta: há desde falas de Ariano Suassuna e Benedek Fliegauf até Karim Aïnouz e Ken Loach. Alguns depoimentos são muito contundentes; outros servem como contra-exemplos (José Padilha à frente). Mas a montagem é desengonçada, fica evidente que as entrevistas foram realizadas a esmo, e concatenadas de maneira forçosa, sem que o projeto que as unificasse fosse equilibrado o suficiente. Mas defende-se o desequilíbrio numa das aparições do cineasta cearense com quem o fotógrafo Walter Carvalho trabalhou muitíssimo bem. Sendo assim, ao final, o saldo é positivo: apendemos bastante, emocionamo-nos também. Mas inserir aquelas reflexões sobre as filmagens de CINEMA PARADISO redundou na superfluidade, não foi? Seja como for, há quem se interesse! (WPC>)
Um desfile de cineastas fodas e o José Padilha
Maravilhoso