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Em 1965, o Jornal do Brasil marcava sua posição inovadora e atuante, como ficou registrado no documentário Um Moço de 74 Anos, do cineasta Nelson Pereira dos Santos, e a própria história se incumbiu de constatar. Nos anos seguintes, o jornal testemunharia os fatos mais marcantes da segunda metade do século XX no Brasil e no mundo. Aplaudiria as lutas democráticas e de independência dos povos, apoiaria as manifestações sociais contra a opressão e pela justiça em todos os planos. Incansável, não hesitou em noticiar a verdade dos fatos, independente das circunstâncias em que se apresentassem.
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10
Sintético e objetivo, como todos os jornais deveriam ser.
Filme 286/2025
Se os filmes de Nelson Pereira dos Santos, no período, já impressionavam por mostrar os ambientes reais em que as histórias se passavam, tornando-se verdadeiros documentos históricos, os documentários tomam ainda mais importância. É visualmente bonito ver esse retrato de uma redação, ainda como toda a fumaça, os linotipos e placas de chumbo. Nelson, que fora jornalista, cria um curta em que é possível até sentir o cheiro do papel e a gordura da tinta nos dedos. Algo para a posteridade.
A história do jornal sintetizada num curta simples, direto e informativo.
Apesar de sua aparência inicial "chapa-branca", é um documentário que revela muito em suas entrelinhas: não apenas sobre o jornalismo em si ou sobre a instituição em pauta, mas sobre o Brasil da época, sobre o Cinema Novo enquanto tendência estilística, sobre o trabalho enquanto condição humanista a ser repensada e sobre a capacidade de transcender com maestria os limites iniciais de uma encomenda produtiva. Amei! (WPC>)