Mar do Caribe, Martinica, 1940. Harry Morgan (Humphrey Bogart) é o capitão e dono de um pequeno barco, que ele aluga para turistas. Acontece que membros da Resistência Francesa querem alugar o barco de Morgan, para ele pegar "discretamente" um colaborador importante. Harry diz que não fará o serviço, pois não quer se meter em confusões. Além disto iria receber US$ 825 de Johnson (Walter Sande), um cliente que não tinha lhe pago pois precisava ir ao banco no dia seguinte para sacar a quantia. Por acaso Marie Browning (Laren Bacall), uma batedora de carteiras que naquela tarde tinha chegado no local, pega a carteira de Johnson. Morgan vê o roubo, vai atrás dela e descobre que haviam US$ 1400 em cheques de viagem e uma passagem de avião, que sairia bem cedo, ou seja, antes do banco abrir. Era claro que Johnson não pretendia pagar, assim Harry e Marie lhe devolvem a carteira. Percebendo que tinha sido pego, Johnson ia pagar com cheques de viagem, mas então começa um tiroteio entre a polícia e membros da resistência. Uma bala perdida mata Johnson, assim Harry não pôde receber o dinheiro. Para piorar, a polícia "confisca" o pouco que tinha. Sem dinheiro, Morgan tem como única alternativa aceitar o serviço para a Resistência, sem imaginar o que aconteceria.
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Duas faces de Hemingway na mesma estória, o "Macho Man", corajoso ,moral, porém cínico, personificado (pra variar) por Bogart e o Hemingway bêbado e irresponsável deliciosamente personificado por Brennan, nesse filme que lembra muito "Casablanca", apenas com mais calor e piña coladas.
É um filme divertido, bem dirigido e atuado, mas é pra assistir uma vez só, que é o meu caso.
Nada memorável, mas vale a pena pela atuação do Humphrey Bogart
Do apolítico ao antifascista, não há território neutro. Os amantes são cínicos, e é exatamente daí que vem o charme e a tensão sexual, mas ao mesmo tempo são íntegros e sinceros, especialmente porque sua aproximação ocorre justamente quando são chamados à moral. Tudo vai se desdobrando como a noite mais longa de suas vidas. Humphrey Bogart e Lauren Bacall, os mais sexies já filmados.
"You know how to whistle, don't you? You just put your lips together and blow..."
Tem certos filmes que independente da época e da história eu queria viver dentro dele! Eu achava que tinha uma casinha na "A Noite do Iguana", mas havia esquecido a existência desse filme de Howard Hawks. Serio mano, enquanto o filme rolava, eu só falava: Que da hora! Que dá hora! Que dá hora! "Uma Aventura na Martinica", não é um filme, é algum mundo paralelo que abre suas portas pra gente assistir.
E antes de falar qualquer coisa, foi nesse filme que o raio chamado Lauren Bacall, caiu na vida de Humphrey Bogart. Que na época tinha 19 aninhos e ele 44, mas com naipe de 60.
Misturando aventura, romance e humor, "Uma Aventura na Martinica" apresenta a história de Harry Morgan (Bogart), um pescador contrabandista, que sem querer se envolve numa trama local de resistência contra os nazistas. O Hotel Marquis, era o point, era o lugar na cidade onde tudo acontecia. American bar, piano e apresentações de Jazz, foi lá na porta do seu quarto que ele encontra Marie "Slim" Browning (Bacall), uma linda e corajosa jovem, que desde o icônico e inesquecível "Alguém tem fogo?", eles querem viver juntos, só que ainda não sabe.
A química era vibrante, o magnetismo que Humphrey Bogart e Lauren Bacall tiveram, foi desses momentos do cinema que nem os polos do planeta respondem. E foi a estreia da da Bacall nas telas! E ela simplesmente aconteceu! Sua performance é ao mesmo tempo sedutora, quanto forte. E o Bogart que já era macaco velho, sabia que mesmo não sendo o velho detetive noir, todo aquele desprezo, toda aquela machicidade da época, davam ao seu personagem, o charme do homem rustico, corajoso, orgulhoso e brigão, dos filmes policial. Mas que pra surpresa minha, tinha uma garota na tela que não deixava por menos!
"Uma Aventura na Martinica" é uma adaptação do livro "To Have and Have Not", de Ernest Hemingway. E o filme não é Casablanca, Lauren Bacall não tem a delicadeza e muito menos a sussurrante voz da Ingrid Bergman. A garota age como um soldado do front, se comporta com a classe de uma messalina rica, e fala grave como um mega fone de papelão. Escorpiões saiam daquela boca grande e carnuda, seus olhos faziam mira em quem cruzasse os seus, e seu andar era de modelo de passarela, mas que passaria fácil sobre qualquer em seu caminho, como um tanque de guerra num conflito covarde.
Sua personagem era um mistério, uma incógnita. Marie era puta, ladra, assassina, mata hari, femme fatale? Não e todas elas, Marie era uma garota comum, quase que sem pátria tentando sobreviver num mundo em guerra. E junto com Harry, ela embarca na causa local, e vive uma aventura, que dá aquela vontade cinéfila de saltar pra tela, e tomar o lugar do Bogart. Tudo é nesse preto & branco noir, que Hollywood levava pras telas na época, a fotografia das cenas pareciam um sonho bom, perdido de alguém, e as cenas são apresentadas de maneira genial, pelo mestre Howard Hawks, em um de suas melhores direção.
A história é bem humorada e romântica, com boas doses de mistério e ação, onde outros personagens dão um suporte fantásticos as cenas. O marinheiro, amigo e beberrão Eddie (Walter Brennan) com sua repetitiva pergunta das abelhas, Cricket (Hoagy Carmichael), o incrível pianista e dono do hotel, que levou o filme nas teclas, com Jazz que eram a cara da época, onde a Lauren Bacall mostrava que poderia quebrar vasos de barro cantando. E o chefe da policia local Captão M. Renard (Dan Seymour), com aquela fala mole de inglês vestido de francês caribenho, com um Mademoiselle, que só faltou lamber a Bacall rsrsrs..
A direção do Howard Hawks é magnifica, o filme se concentra nos serviços prestados de Harry, mas a trama é tão rica, que tudo vira um circo interessante e fantástico de ação, romance e aventura, com cenas de tiroteio, fugas, conversas, cantorias, flertes e romance, envoltas a muito cigarro e bebidas, nas sombras eternas da noite noir. Sensualidade e elegância, andam de mãos dadas em cada cena, naqueles locais de simplicidade clássica e aconchegante que os filmes de época tinham.
As reviravoltas do fim, e os eventos que ocorrem, não desses finais explosivos, que se espera desses filmes do genero. O desfecho parece ter vindo de uma história que você não quer que se acabe, com personagens que ganham o mundo nos dentes, não como heróis, mas tendo atos heroicos. É um final de meia hora, com um fim sem grandes ações. mas sendo como se fosse a extensão do que foi todo o longa.
A despedida de Marie, e sua saída dançante, parece ser algo tão bobo e démodé, mas chega perfeição, ao clichê perfeito que as histórias loucas e normais tem em seus melhores finais!
Rever "Uma Aventura na Martinica" foi sensacional, mas viver essa aventura deve ser foda demais.
clássico noir.
A trama é fraca, mas vale a pena pela atuação do Humphrey Bogart. 11/11/2024