Realmente, a intenção desse curta do Svankmajer é não ser entendido, e por isso se torna deveras fascinante. Pode-se ter diversas interpretações das cenas nele mostrado, muito bacana. Criativo e incrível, como todos os trabalhos dele. Ê homem que manja do que faz, hein!
Eu acho que este curta é mais surrealista que dadaísta e, portanto, tem sim possíveis e até prováveis interpretações metafóricas. O ponto aqui não é "não há nada pra ser entendido, logo não pensei em nada, só senti" mas sim, exatamente por não ter nada pra se entender, pelo curta ser livre de interpretações prévias, de tendências semânticas, tirar algo dalí completamente autônomo e criativo, uma idéia sua sobre o que aquilo se trata.
Difícil expressar em palavras. Não dá pra falar, apenas sentir. Acho que é por isso que seus curtas quase não têm falas, não se precisa delas. É um misto de tranquilidade, caos, enfim, ambiguidade. Não precisa se entender nada, apenas se infiltrar nesse emaranhado de fatos aleatórios e obscuros. Me sinto em outro mundo quando assisto Svankmajer, louco como sonho. É um mundo perturbador, transcendental, simbolista, onírico, obscuro, silencioso, mórbido, antigo e empoeirado e por isso, belo. Me sinto em outro século.
https://www.youtube.com/watch?v=fvSgSw5z4tw
Realmente, a intenção desse curta do Svankmajer é não ser entendido, e por isso se torna deveras fascinante. Pode-se ter diversas interpretações das cenas nele mostrado, muito bacana. Criativo e incrível, como todos os trabalhos dele. Ê homem que manja do que faz, hein!
Eu acho que este curta é mais surrealista que dadaísta e, portanto, tem sim possíveis e até prováveis interpretações metafóricas. O ponto aqui não é "não há nada pra ser entendido, logo não pensei em nada, só senti" mas sim, exatamente por não ter nada pra se entender, pelo curta ser livre de interpretações prévias, de tendências semânticas, tirar algo dalí completamente autônomo e criativo, uma idéia sua sobre o que aquilo se trata.
A língua sendo triturada transformando-se em canudinhos de jornal;
Difícil expressar em palavras. Não dá pra falar, apenas sentir. Acho que é por isso que seus curtas quase não têm falas, não se precisa delas. É um misto de tranquilidade, caos, enfim, ambiguidade. Não precisa se entender nada, apenas se infiltrar nesse emaranhado de fatos aleatórios e obscuros. Me sinto em outro mundo quando assisto Svankmajer, louco como sonho. É um mundo perturbador, transcendental, simbolista, onírico, obscuro, silencioso, mórbido, antigo e empoeirado e por isso, belo. Me sinto em outro século.