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Verão de 1912. Desde a morte da mulher, Monsieur Ladmiral, velho pintor sem talento, vive com sua empregada doméstica, Mercedes. Mas o tradicional domingo caseiro é perturbado pela chegada de sua filha Irène, alegre e dinâmica. Quando Irène vai embora, ele descobre que ela é tudo aquilo que ele desejava ser
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13.09.1992
Alguma invenção
Que faça o tempo parar esta tarde
Quando se for o sol
Que a luz desse dia nunca acabe
Artisticamente belo, Tavernier nos brinda com uma obra emocionante que nos faz refletir sobre o efêmero da vida.
Um belo e melancólico filme que trata de temas como a família e a velhice de uma forma poética. A história é muito simples; no começo do século XX, um velho pintor recebeu seu filho, sua nora e seus netos em um domingo em sua residência num tranquila vila. De surpresa, chega também sua filha, que vive sozinha em Paris. Os conflitos afloram e vamos conhecendo um pouco de cada desses personagens. Louis Ducreux está magnífico como o patriarca, bem como Sabine Azéma, como a filha. As imagens são impressionantes, lembrando quadros do impressionismo. Há uma cena de um baile em um restaurante que é um primor de personagens e tipos que se pode encontrar na pintura francesa. A bela música de Gabriel Fauré emoldura este filme especial, repleto de momentos que vão ficar na sua memória.
É um filme para se contemplar.