Una

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Una (2016)
Una
Média do filme: 3.0 de 5 — baseado em 929 votos
MÉDIAFILMOW
3.0
929 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Benedict Andrews
Data de lançamento 2 Set. 2016 Outras datas
Duração 94 min (1h34)
Classificação indicativa de Una: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

2 Set. 2016

Duração

94 minutos Classificação indicativa de Una: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
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Sinopse

Ray (Ben Mendelsohn) e Una (Rooney Mara) já tiveram um complicado relacionamento quando ela tinha apenas 12 anos. Quinze anos depois eles se reencontram. Ray é confrontado com o passado quando Una chega sem avisar em seu escritório buscando respostas sobre o abuso que sofreu. Ray fez uma nova vida para ele, mas os dois vão precisar revisitar sua relação e escavar um inabalável amor danificado.

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VisionQuest

Comentários 1
amigos querem ver
martinsmoreno
Martins
½
2 meses atrás

Quando começou já deixei rolar na velocidade 1.25 do youtube, e poupei tempo, pq é arrastado e enfadonho. O filme parece flertar ou romantizar a pedofilia, e em contrapartida coloca a garota como uma ninfeta que sabia o que estava fazendo. tanto que já adulta quer continuar o romance proibido. Achei tóxico e meio nojento!

xaqtoledo
Xaq
1 ano atrás

O filme é arrastado... monótono.

editado
pisstivity
lil peep’s hoe
1 ano atrás

rooney mara é uma atriz muito competente, mas o roteiro deixa a desejar

jordisonfrancisco
Jordison
1 ano atrás

Uma mulher enfrenta um homem mais velho, seu ex-vizinho, para descobrir por que ele a abandonou, o filme explora a repercussão do trauma quando uma jovem finalmente confronta seu abu$ador.

Nota: 5,0 de 5,0 diamantes (Obra Prima)

Una é um daqueles filmes que nos pegam de surpresa, que se esgueiram pelos lançamentos da semana de forma descompromissada, se configurando, imediatamente, como uma obra de grande força, trazendo um necessário, maduro e chocante olhar sobre uma temática extremamente controversa. Baseado na peça Blackbird de David Harrower, que assina o roteiro do longa-metragem, temos aqui um olhar perturbador sobre a pedofilia, que dispensa as costumeiras vilanizações às quais estamos acostumados.

É muito comum considerarmos como monstros pessoas que cometem certos tipos de crime, mas ao definir alguém através de um substantivo garantimos a eles uma certa imutabilidade, uma incapacidade de redenção que vai de encontro com a base de nosso sistema judiciário, nos jogando de volta à Lei de Talião, transformando as sentenças em apenas uma medida punitiva e não corretiva. Una é perturbador justamente por lidar de forma certa naquilo que tão facilmente nos sentimos compelidos a regredir a nossos estados mais primais como civilização.

Os primeiros minutos de projeção já nos entregam o peso de sua narrativa. Vemos uma menina de treze anos à frente de sua casa. Silenciosa ela caminha para uma cabana onde vê algo e um corte brusco nos leva para o claustrofóbico cenário de uma boate, com música eletrônica a todo o volume e luzes piscantes que apagam a individualidade daqueles ali presentes. Vemos, ali, Una (Rooney Mara), já crescida, que poucos instantes depois se encontra fazendo sexo com um estranho. Sentimos desde já que há algo de errado com ela, em sua expressão fisgamos o vazio típico de alguém preso em outro tempo ou situação – sabemos que a garota que vimos é ela e aquele é seu flashback.

A trama se desenrola e nos revela que a protagonista vivera, há tantos anos, uma relação pedófila com Ray (Ben Mendelsohn) que já estava em seus trinta anos durante o ocorrido. Anos, porém, se passaram e a então garota, agora mulher crescida, vai de encontro à sua antiga e problemática paixão. Na fábrica onde ele trabalha eles se encontram, iniciando uma jornada de reminiscências na qual verdades são reveladas e dores são trazidas à tona, sensação essa que é estampada no rosto de Ray, que empalidece ao ver Una mais uma vez.

Desde já enxergamos a força do elenco principal da obra, tanto Mara quanto Mendelsohn não precisam dizer uma palavra para exporem seus sentimentos. O olhar de terror do personagem masculino quando vê o seu caso de tantos anos atrás resume perfeitamente as sensações que o tomam de surpresa. Sentimos, desde já, o temor sentido por ele, de que sua vida reconstruída após o ocorrido poderia ser destruída. Mara, por sua vez, nos entrega uma menina presa no corpo de adulta, alguém que jamais conseguiu superar os traumas pelos quais passou, o que é refletido perfeitamente pelo fato de ainda morar na mesma casa com a mãe. Suas palavras jogam a culpa no pedófilo que arruinara sua vida, quase como se tentasse esconder que ainda nutre uma proibida paixão por ele – suas memórias oscilam entre o sonho e o pesadelo, com diálogos que, quando começam a se tornar saudosistas, são revertidos para a triste realidade.

Certamente trazer essa composição para as telonas não foi algo fácil. Transpor a linguagem teatral para o cinema é algo que poucos conseguem fazer, visto que a estrutura da peça muitas vezes é mantida em excesso, prejudicando o dinamismo necessário em uma produção cinematográfica. Tanto o diretor Benedict Andrews quanto o roteirista David Harrower, porém, partiram do teatro e agora se arriscam no audiovisual, eles entendem as diferenças dos dois formatos e compõem quadros tão intensos que chegamos a esquecer que tudo isso é baseado na peça Blackbird. Essa total consciência dos realizadores sobre essa nova abordagem ao texto original se reflete na própria mudança de título, que coloca Una como a personagem central, estabelecendo a narrativa sob seu ponto de vista.

Andrews ainda brinca com o teatro ao utilizar planos mais abertos que mostram a protagonista quase perdida na imensidão da tela, somos colocados, em pontuais momentos, como o espectador distante, enxergando a solidão da mulher, que não consegue abandonar seu passado. Partimos, então, para os closes tão sufocantes, que sabem exprimir a tensão existente entre os dois, revelando a tensão sexual e o medo presente em ambos, com silêncios que rapidamente se extinguem perante explosões por parte de dois personagens cujas dores tão facilmente enxergamos em seus rostos. A distancia dos planos abertos desaparece, enquanto somos jogados para dentro da tela em desconforto tão grande quanto os de Una e Ray, nos vemos presentes naquelas salas da fábrica e, assim como na narrativa, tudo ao redor deixa de existir, só permanecemos nós e eles.

Intercalando esses momentos de pressão, sem qualquer aviso ou preparação, temos os constantes flashbacks da protagonista e a montagem de Nick Fenton sabe utilizar esses momentos a fim de ilustrar a situação presente, oferecendo algumas respostas que nos mantém instigados com a projeção. A fotografia assume tonalidades oníricas, denunciando a incerteza da memória, que dialoga com a parcial verdade detida por cada um dos personagens – não existe o passado certo, apenas as etéreas lembranças banhadas nos sentimentos de cada um, ora saudosas, ora traumáticas, misturando a vontade de esquecer com o exato oposto, a necessidade de reacender tal chama.

Com isso, o monstro é desmistificado, ele se torna humano e nos vemos na desconfortável posição de entender o ocorrido, ainda que repudiemos tal fato. Quem há de dizer se a sentença cumprida por Ray foi justa? Ela refletiu o impacto na vida da garota de treze anos, que teve sua vida destruída, que jamais conseguiu se desvencilhar do passado? A vilanização deixa de existir e o retrato humano toma conta da narrativa, que coloca em tela essa difícil temática. Una não é uma história de vingança ou sequer de superação, é mais que isso, o filme nos mostra a realidade, por mais difícil que seja de assisti-la e, com isso, nos atinge em cheio, ao passo que enxergamos que não podemos substantivar as pessoas, não há apenas uma verdade e sim dolorosos pontos de vista, os quais explicam aquilo que preferimos simplificar através do bem e do mal.

PS: Filme para mim espetacular. Foge do clichê criança x pedófilo x investigação criminal x tribunal. Doloroso, angustiante, perturbador, porque a pré-adolescente conhece e gosta de seu abusador. O reencontro dos dois é de cortar o coração, principalmente, naquela sala-de-reuniões envidraçada que me deu a impressão da redoma de vidro que ambos viveram ao longo daqueles 15 anos. O inusitado é a abordagem do filme que faz uma reflexão sobre os danos causados em ambos já que a relação estava baseada em confiança e amor. E o diretor conta a história sem caminhar pela vulgaridade ou te deixar enojada. Gosto do trabalho de Ben Mendelsohn desde Reino Animal, Ruby Stokes é uma revelação e Rooney Mara me surpreendeu. Concordo com suas com suas cinco estrelinhas. Grande filme, grande crítica.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Nossa que filme perturbador, e não deixa de ser uma historia sensacional, me deixou tenso o tempo todo o filme, não sabia o que ainda viria,triste porque ela ainda estava presa naquela historia de 15 anos atras ainda mais do que ele, que apesar do que fez ainda conseguiu reconstruir sua vida, não curti o final, geralmente gosto de finais assim,aqueles que não nos dão todas as respostas, porém queria saber mais, queria ver como terminou essa historia perturbadora de pedofila, queria que ele pagasse pelo que fez, esperava outro final, no qual ela tinha ido ali para se vingar,gostei muito do filme, as atuações nem irem comentar só direi que foram sensacionais não ia citar porem essa Ruby Stokes sem contar que adoro filmes com a Rooney Mara,eu realmente fiquei na duvida sera que ele abusava da filha da mulher dele??

Que meuda, pior que existe uma confusão na cabeça da pessoa, não é por ela gostar, mas está relacionado com um apego, misturado com o sentimento de ter sido usada, junto com um ar de impunidade.
Este filme não tem um final, porque este tipo de sentimento normalmente é algo que fica para sempre.
E provavelmente ele está fazendo isso com a sobrinha também.


Putz que naba ein... que jogo psicológico danado ein

mayad
May
2 anos atrás

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

fica óbvio que ele é sim um pedófilo e nunca amou a Una quando ela encontra o quarto da enteada dele e posteriormentea menina, que deve ter a mesma idade que ela tinha quando ele abusou dele

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Elenco de Una

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Ben Mendelsohn 23 170

Ben Mendelsohn

(Ray)
Natasha Little 0 6

Natasha Little

(Yvonne)
Riz Ahmed 42 257

Riz Ahmed

(Scott)
Rooney Mara 204 3,0K

Rooney Mara

(Una)
Ruby Stokes 0 6

Ruby Stokes

(Una (jovem))
Tara Fitzgerald 0 8

Tara Fitzgerald

(Andrea)

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